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Brasil e México chegam a um acordo sobre o livre comércio

Em um primeiro momento, as montadoras brasileiras foram contra porque o México exporta veículos com maior valor agregado

21/03/2019 - 08:20:33. Última atualização: 21/03/2019 - 08:20:42.

Divulgação


Em um primeiro momento, as montadoras brasileiras foram contra porque o México exporta veículos com maior valor agregado, mas o acordo só será realmente compreendido quando a economia brasileira começar a reagir no segundo semestre

Brasil e México chegaram a um acordo em relação ao comércio de automóveis 0 km. A partir de agora, Brasil e México passam a ter, pela primeira vez, livre-comércio de veículos e autopeças. Significa, ainda, que as montadoras instaladas nos dois países poderão exportar e importar produtos sem qualquer barreira comercial como cotas e Imposto de Importação.

A Anfavea, entidade que reúne as principais montadoras do país foi informada sobre o acordo de livre comércio entre os dois parceiros comerciais e confirmou o tratado.

PREJUDICA O BRASIL
As montadoras estavam buscando impedir que isso acontecesse, pois alegavam que o comércio de veículos favoreceria aos mexicanos. Caminhões e ônibus passam a estar livres de cotas somente em 2020. Em relação ao conteúdo local, ficou acordado que o limite mínimo será de 40% para que os carros possam seguir para um dos dois lados sem imposto de importação. Segundo fontes do Ministério da Economia, no curto prazo o efeito do livre-comércio será quase nulo porque o volume importado pelo Brasil do México está 14% abaixo do que prevê a cota atual. A mudança no acordo só deve ter impacto sobre o mercado quando a atividade econômica acelerar.

VALOR AGREGADO
A bronca das montadoras brasileiras se deve porque os carros importados do México são produtos de maior valor agregado, como Volkswagen Jetta e Tiguan, Chevorlet Tracker e Equinox, Ford Fusion, Audi Q5 e Nissan Sentra. Do Brasil para lá seguem modelos de menor porte e valor, como Gol, up!, Ka, Onix, Civic e EcosSport.

Por enquanto, a mudança para o livre comércio valerá apenas para automóveis e comerciais leves, com a inclusão dos caminhões e ônibus a partir do ano que vem.

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