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SAÚDE
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30/12/2008

Diabetes afeta olhos e deve ser tratado no oftalmologista

Falta de controle da taxa de glicemia (açúcar) no organismo pode gerar problemas irreversíveis aos olhos. Pequenas hemorragias e inchaços na retina, descolamento de retina, hemorragias vítreas (sangramento dentro do globo ocular) e até cegueira total constituem o quadro de evolução da retinopatia diabética.
 
“As manifestações, geralmente, aparecem 10 anos após diagnosticado o diabetes no paciente. É fundamental, portanto, o acompanhamento constante das taxas e avaliações anuais com o oftalmologista”, alerta o especialista em retina Sérgio Kniggendorf, oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
 
A evolução da retinopatia diabética não segue regras. A velocidade do quadro vai depender do controle da taxa de glicemia e dos tratamentos realizados pelo portador do diabetes.
 
Caracterizada por alterações nos vasos sangüíneos da retina, a retinopatia diabética se evidencia por meio de lesões ou edemas que podem causar desde pequenos sangramentos até redução e perda da visão. É na retina, localizada na superfície interna da parte posterior do olho, que se concentra importante quantidade de vasos pelos quais passam sangue e oxigênio.
Periodicidade. “Após a descoberta do diabetes, o ideal é visitar o oftalmologista uma vez ao ano e realizar o exame de mapeamento da retina. Já nos casos em que o diabético apresenta um quadro avançado dos efeitos da doença na visão, as visitas devem ser mais freqüentes; duas vezes ao ano”, explica o médico.
 
De acordo com Kniggendorf, cada estágio tem suas características específicas. Na fase avançada, pode ocorrer o descolamento da retina, que é causado pelo crescimento desordenado de vasos sangüíneos e de membranas. “Esse movimento acaba ‘enrrugando’ a retina, o que a afasta da sua posição original e desencadeia o descolamento de retina”, explica.
 
Medicamentos. O especialista chama a atenção também para os medicamentos usados no tratamento da retinopatia diabética. “Os medicamentos antiangiogênicos, que agem diretamente nos vasos sangüíneos da retina, constituem o tratamento mais avançado para a doença. São aplicados na região ocular (intra-ocular)”, explica.
 
Os antiangiogênicos usados no início da retinopatia diabética, no surgimento dos edemas, os dissolvem, desinchando a retina. Além de serem usados no tratamento, são aplicados no procedimento pré-operatório. “Cinco dias antes da operação de descolamento de retina, é aplicado de maneira intra-ocular o antiangiogênico. Essa ação servirá para diminuir o sangramento e facilitar a remoção das membranas que deformam a retina”, conclui.
 



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