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SAÚDE

Proliferação de pulgas e infestação por carrapatos aumenta no verão

Conforme o veterinário, o combate de pulgas e carrapatos deve ser realizado no ambiente em que habita o animal

20/01/2019 - 00:00:00. - Por Letícia Morais

Foto/Arquivo Pessoal

Segundo Cláudio Yudi, o cuidado e combate devem ser realizados no ambiente em que habita o animal

Mesmo nas altas temperaturas do verão, os animais não transpiram como os humanos. O médico veterinário Cláudio Yudi afirma que eles possuem glândulas sudoríparas, mas são pouco desenvolvidas, ou seja, a produção de suor é bem pequena. “Os cães e gatos utilizam como meio para troca de calor a radiação e convecção, ou seja, pela pele juntamente com a circulação abaixo da pele, o que representa até 70% das trocas. O restante é pela respiração”, explica.

A proliferação de pulgas e infestação por carrapatos aumenta nesta época. “Com o calor, o metabolismo de todas as fases de desenvolvimento de pulgas e carrapatos está acelerado”, explica. Conforme o veterinário, o combate de pulgas e carrapatos deve ser realizado no ambiente em que habita o animal, com produtos que matam os ovos, as larvas e os parasitas adultos. “Os tutores devem procurar empresas de dedetização para efetuar o procedimento nas residências. Vale lembrar que os produtos são tóxicos para os animais domésticos e humanos usados na dedetização, portanto, deve sempre retirar os animais e crianças quando houver as dedetizações”, orienta.

Os cães braquicéfalos (conhecidos pelo focinho “achatado” e por emitir um ruído ao respirar), que possuem problemas na garganta, sofrem mais com o tempo quente. Segundo o veterinário, com esses problemas, que dificultam a entrada e saída de ar, e a obesidade – esses animais tendem a ficar obesos –, realmente são maiores as chances de haver imprevistos com o calor.

Sobre a frequência de banho neste período, Cláudio Yudi pontua que dependerá de como os animais vivem. Para cães que mantêm contato frequente com sofás e camas dos tutores, o cuidado deve ser maior com a higiene. Já para os que vivem em ambientes abertos e não têm contato direto com humanos, Yudi diz que pode evitar os banhos. “Não há frequência precisa de banhos, mas bom senso, porque o excesso de banhos pode desencadear problemas graves em alguns cães com peles sensíveis”, justifica. (LM)

 

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