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SAÚDE

Pesquisa mostra que sete em cada dez querem a implantação da receita eletrônica

Dificuldades na leitura da prescrição representam 26% dos erros médicos

02/01/2019 - 00:00:00. Última atualização: 02/01/2019 - 08:05:09.

Foto/Reprodução Jornal O Tempo

O acesso ao celular e aplicativos usados em smartphones já é uma realidade para 95% dos brasileiros. Hoje em dia há uma infinidade de aplicativos de saúde, como controladores de glicose, ritmo cardíaco e consultas médicas, e os brasileiros acreditam na necessidade de implantação da receita eletrônica pelas autoridades de saúde. É o que mostra uma pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, com 2.126 pessoas em 129 cidades de todas as regiões do Brasil.

Segundo os números, 75% dos entrevistados acreditam na necessidade da implantação para, por exemplo, evitar erros de interpretação da grafia dos médicos e ausência de carimbo.

Conforme o levantamento, a demanda por receituário eletrônico é maior na população de 16 a 34 anos, chegando a 81%.

Atualmente, tramita um Projeto de Lei, nº 3.344/2012, que propõe tornar obrigatória a adoção e regulamentação dessa tecnologia no Brasil, na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Ademir Camilo (Pode). A proposta é que esse tipo de receita seja acessado por meio de sistema integrado entre médicos, farmácias e governo.

Dentre as melhorias apontadas pelos defensores do prontuário, estão o pronto acesso e a rastreabilidade das prescrições e informações; a interface direta com o prescritor; minimização dos erros, já que serão eliminadas grafias de difícil interpretação; e diminuição da circulação de receitas falsas.
Erro médico

De acordo com o Jornal de Pediatria, publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que 15% das internações em unidades de terapia intensiva neonatal sejam acompanhadas de erro médico. O período noturno é o tempo em que ocorre o maior número de erros, envolvendo administração incorreta da droga (35%) e interpretação equivocada da prescrição (26%).

Entre 2014 e 2017, o número de processos por erro médico que chegaram ao Superior Tribunal de Justiça aumentou 140%, passando de 260 casos para 626.

*Com informações do Jornal O Tempo 

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