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POLÍTICA

Toyo Setal rompe contrato com empreiteira e 450 são demitidos

Rescisão se deu logo depois de paralisação – na sexta (13) da semana passada – dos operários da empresa Soares da Costa, que atuavam na obra da planta de amônia

- Por Gisele Barcelos Última atualização: 21/03/2015 - 22:46:22.

O consórcio Toyo Setal rompeu contrato com empreiteira que prestava serviços na construção da fábrica de amônia da Petrobras e cortou algo em torno de 450 operários da obra, segundo informação do sindicato que representa a categoria.

Os trabalhadores pertenciam ao quadro da construtora Soares da Costa. O corte aconteceu na esteira de uma paralisação deflagrada pelos trabalhadores da Soares da Costa na sexta-feira (13), devido a impasse nas negociações salariais com a empreiteira. O grupo só retomou o serviço na quarta-feira (18), após receber nova contraproposta salarial da empresa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Construção e de Mobiliário de Uberaba, José Lacerda Sobrinho, a Toyo Setal rescindiu o contrato com a empreiteira e diminuiu o número de operários em serviço para desacelerar a execução da obra. Ele afirma que o cronograma da construção está sendo reajustado porque a Petrobras estaria sem recursos financeiros para dar continuidade ao projeto no momento.

O sindicalista ressalta que o prazo para conclusão da fábrica deverá ser adiado até 2019. “Segundo contato que tivemos com a Toyo Setal, o cronograma da obra está sendo revisto em função da falta de recursos que a Petrobras está disponibilizando e a data de conclusão deve ser estendida por até dois anos. Então, a Toyo está desacelerando o ritmo de execução do projeto e vai recontratar pessoal à medida que tiver necessidade dentro desse novo planejamento de execução das obras físicas”, explica.

O consórcio Toyo Setal não se manifestou sobre a rescisão do contrato com a empreiteira e as demissões. Em nota encaminhada por volta de 19h, a assessoria de imprensa apenas comunicou que estava impedida de se posicionar por questões contratuais e orientou que a solicitação fosse encaminhada à Petrobras.

A assessoria de imprensa da estatal foi acionada, mas justificou que não teria condições de apurar a situação ontem porque o expediente já estava encerrado e os técnicos da área não seriam localizados.

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