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POLÍTICA

Produtores rurais contestam a exigência de vacinas e exames em gado dos leilões

Representantes do governo do Estado, no entanto, ponderaram que a regra não valerá para qualquer tipo de criação

Por Marconi Lima. Última atualização: 19/05/2018 - 22:44:42.

Em audiência pública da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), produtores e comerciantes protestaram contra a exigência de comprovação de vacinação e de exames negativos para brucelose e tuberculose do gado apresentado em leilões. Representantes do governo do Estado, no entanto, ponderaram que a regra não valerá para qualquer tipo de criação e é importante para garantir a procedência sanitária dos animais.

A obrigatoriedade de apresentação de atestados de vacinação e exames negativos para brucelose e tuberculose em eventos pecuários no Estado remonta aos anos 1980. Recentemente, a exigência foi ratificada pela Instrução Normativa 10/17, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um regulamento técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) propõe que nos leilões de gado leiteiro será exigida a comprovação de vacinação contra brucelose para as fêmeas com idade inferior a 24 meses. Nos leilões de gado de corte será exigida a comprovação da vacinação obrigatória contra brucelose para fêmeas com menos de 24 meses. Já nos leilões mistos será exigida a comprovação de vacinação obrigatória contra brucelose para as fêmeas abaixo de 24 meses, atestados de exames negativos de brucelose e tuberculose para fêmeas vacinadas acima de 24 meses e para machos não castrados com mais de 36 meses.

O diretor técnico do IMA, Thales Fernandes, diz que as normas do órgão vão passar por uma fase de teste este ano, sem que haja autuações e o fechamento de empreendimentos. Os leiloeiros Luiz Mauro Machado, de Abaeté, e Adriano Apolinário argumentaram que essa situação favorece apenas os laboratórios, que ganharão com as vacinas e os exames obrigatórios, e os atravessadores.

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