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POLÍTICA

Após protesto, Zema anuncia que vai pagar 80% do 13º para a segurança

Após protesto de servidores da Segurança Pública ontem em Belo Horizonte, o governo de Minas anunciou

23/02/2019 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 23/02/2019 - 08:20:41.

 Após protesto de servidores da Segurança Pública ontem em Belo Horizonte, o governo de Minas anunciou o compromisso de acertar 80% do 13º salário de 2018 até maio para a categoria. Os outros 20% serão pagos até junho. Para o restante do funcionalismo, o governo mantém, até o momento, o mesmo cronograma anunciado no mês passado.

A decisão foi comunicada por meio de nota oficial, no início da noite de ontem. O texto também informa que representantes dos congressistas mineiros estiveram em reunião na Secretaria de Governo e fizeram compromisso de buscar recursos suplementares diretamente com a União para auxiliar na antecipação do pagamento do subsídio para as demais categorias do funcionalismo.
 
Cerca de dois mil servidores da segurança pública se reuniram ontem em frente da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, para protestar contra o parcelamento do 13º salário pelo governo de Minas Gerais. O pagamento integral do 13º foi a principal demanda, mas não é a única pauta defendida pelos protestantes. O Sindipol-MG (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais) afirmou que os servidores também exigem que o governo volte a pagar o salário no quinto dia útil, reposição inflacionária dos vencimentos este ano e quitação da dívida com o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
 
Uma das reclamações dos servidores é que o Estado alega estar quebrado, mas os servidores do Legislativo e os do Judiciário continuam recebendo salários integralmente, o que acabaria levando os funcionários alocados no Executivo a pagar a conta sozinhos.
 
Mais cedo, o governo mineiro já havia enviado uma nota de esclarecimento à imprensa e posicionou que o Estado passa pela pior crise financeira de história. De acordo com o comunicado, a dívida do governo com restos a pagar e déficit do último exercício chega a mais de R$24 bilhões. Nesse montante, estão inseridas dívidas com fornecedores, décimo-terceiro de 2018 com os servidores e repasses aos municípios retidos, entre outros.
 
Ainda conforme a nota, o Estado trabalha para reequilibrar as contas e reduzir despesas, com urgência, para a retomada da capacidade de pagamento dos compromissos do Estado. No entanto, o texto posiciona que, apesar de buscar todas as alternativas para quitar o quanto antes o décimo-terceiro, os resultados desse esforço não serão realizados de um dia para o outro. “É fato notório que o Estado de Minas Gerais está falido. Mas temos concentrado todos os esforços, eu e minha equipe de governo, para que tão logo haja disponibilidade em caixa, fazer todos os pagamentos devidos, prioritariamente, para todos os servidores estaduais”, encerra o texto. (GB)
 

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