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POLÍTICA

Presidente do Conselho de Secretarias de Saúde diz que o SUS está ameaçado em MG

Sistema Único de Saúde (SUS) está ameaçado de parar em Minas no próximo ano por falta de dinheiro dos municípios

07/12/2018 - 00:00:00. - Por Marconi Lima

Sistema Único de Saúde (SUS) está ameaçado de parar em Minas Gerais no próximo ano por falta de dinheiro dos municípios. O alerta é do vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/MG), Hemógenes Vaneli, que participou de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião teve por objetivo analisar relatório de gestores do SUS no Estado, relativo ao segundo quadrimestre deste ano. 

Hemógenes Vaneli, que é secretário municipal de Saúde de Três Pontas (Sul de Minas), explicou que as prefeituras mineiras já não contam com nenhuma reserva financeira para assegurar a assistência pública de saúde a partir de 2019.

O presidente da comissão, deputado Carlos Pimenta (PDT), afirmou que a maior parte dos hospitais estaduais está passando por muitas dificuldades financeiras e já começa a demitir profissionais.

O deputado Doutor Jean Freire (PT) atentou que a situação pode se agravar ainda mais com a saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos.

Para o deputado Doutor Wilson Batista (PSD) é necessário corrigir muitos erros do SUS, como desperdícios e mau uso do dinheiro. Embora tenham admitido que a crise financeira do país e do Estado tenha afetado a área de saúde, todos os representantes do governo ressaltaram avanços nesses últimos quatro anos.

O secretário-adjunto de Saúde, Daniel Guimarães Machado de Castro, afirmou que a epidemia de febre amarela iniciada em 2016 já está mais controlada. Segundo ele, o diagnóstico eficaz, o atendimento rápido dos casos e a vacinação, que alcançou 95% da população, foram responsáveis pela baixa mortalidade entre as pessoas infectadas: 23% - bem abaixo da média registrada na literatura médica, que varia de 40% a 50%.

 

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