JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 12 de novembro de 2018 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

POLÍTICA

Operação prende mais sete deputados estaduais no Rio

Furna da Onça é um desdobramento da operação Cadeia Velha, que levou à prisão duas das principais lideranças políticas do Estado

08/11/2018 - 21:23:26. - Por Agência Brasil Última atualização: 09/11/2018 - 07:55:11.

Em ação conjunta realizada ontem, o Ministério Público Federal no Estado e a Polícia Federal ampliaram as investigações sobre a atuação de parlamentares fluminenses e prenderam mais sete deputados, além de funcionários lotados do Palácio Guanabara e no Departamento de Trânsito (Detran) do Estado, que tem o atual presidente Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinicius Faraj foragidos. 

A operação Furna da Onça é um desdobramento da operação Cadeia Velha, que levou à prisão duas das principais lideranças políticas do Estado: os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani e Paulo Melo, que tiveram novamente pedidos de prisão expedidos. Outro que foi preso na operação Cadeia Velha e recebeu nova ordem de prisão foi o deputado Edson Albertassi.

A operação teve como objetivo o cumprimento de 22 mandados de prisão (19 temporárias e três preventivas, referentes aos réus da Cadeia Velha) e 47 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) depois de decisão unânime de cinco desembargadores federais que compõem a 1ª Seção.

Os deputados são investigados por uso da Alerj a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que, em troca, pagava propina mensal (“mensalinho”) durante seu segundo mandato (2011-2014), que chegou a movimentar R$54,5 milhões.

Segundo as investigações do Ministério Público, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, tinham função de comando na organização investigada, os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, o primeiro em prisão domiciliar e o segundo atualmente recluso em Bangu em decorrência da operação Cadeia Velha e que foram alvo de novos pedidos de prisão.

Um dos alvos da operação foi o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o elo entre a Alerj e o Palácio Guanabara. O esquema, voltado para a compra de votos na Alerj, chegou a movimentar R$54,5 milhões entre 2011 e 2014, que eram destinados ao pagamento de ‘mensalinhos’ a deputados que votassem de acordo com os interesses do governo. 

Entre os dez deputados envolvidos nas investigações e que tiveram suas prisões decretadas está André Correa (DEM), reeleito para mais um mandato, ex-secretário do Meio Ambiente e que atualmente pleiteia a presidência da Assembleia Legislativa do Estado. Constam ainda da decisão os nomes dos deputados Marcos Abrahão (Avante), Marcelo Simão (PP), Luiz Martins (PDT) e Marcos Vinícius Neskau (PTB), todos reeleitos e presos nesta quinta-feira, além de Chiquinho da Mangueira (PSC), também reeleito e que teria recebido R$3 milhões, parte dos quais teria sido usada para patrocinar o desfile da escola de samba Mangueira, em 2014, da qual é presidente. Outro preso foi o deputado Coronel Jairo, que não foi reeleito.

Leia também:

Vice-governador Antônio Andrade é preso em desdobramento da Lava Jato

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia