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POLÍCIA

Acusado de estuprar neta morre ao ser espancado em presídio de Uberlândia

Geraldo Vieira Gomes, de 55 anos, preso sob suspeita de estuprar a neta, de 13 anos, morreu na noite de sábado (17)

20/11/2018 - 00:00:00. Última atualização: 20/11/2018 - 09:32:57.

Foto/Divulgação

 

Presídio “Jacy de Assis”, em Uberlândia, onde Geraldo Vieira Gonçalves estava preso – acusado de estuprar a neta – e acabou espancado 

Geraldo Vieira Gomes, de 55 anos, preso sob suspeita de estuprar a neta, de 13 anos, morreu na noite de sábado (17) no presídio “Jacy de Assis”, em Uberlândia, onde foi espancado por outros detentos. De acordo com a Polícia Militar, ele tinha sido preso sexta-feira (16) no bairro São Jorge. 

Segundo o registro policial, Geraldo, que estava em uma cela com 11 presos, confessou aos militares que estuprava a neta há aproximadamente quatro anos. A médica que prestou o atendimento disse que o detento tinha escoriações por todo o corpo, além de trauma perto dos olhos. A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que vai instaurar investigação preliminar interna.

Ainda conforme a PM, o detento morto tinha a guarda da neta desde que a menina tinha cinco anos. A Justiça concedeu aos seus cuidados de criação devido ao histórico de drogas da mãe da menina. Nos primeiros anos de convivência com o avô – período em que o homem trabalhava como caseiro em uma granja na zona rural de Uberlândia – a relação dos dois era normal. Mas, quando ele perdeu o emprego, há quatro anos, e se mudou com ela para a cidade, ele teria começado a exigir que a menina dormisse na mesma cama que ele e que tocasse os órgãos genitais dele.

De acordo com relato da adolescente à PM, os abusos foram piorando com o tempo e o avô passou a estuprá-la. Na última quinta-feira (15), ela reagiu à tentativa do avô e fugiu para a casa de uma amiga, onde confessou à mãe da mesma, que acionou a polícia.

A Seap informou que o preso foi a óbito na noite de sábado. Ele havia sido levado pela segunda vez para atendimento hospitalar e não resistiu. “Na tarde de sábado, Geraldo Gomes recebeu atendimento médico na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do município, após serem constatadas lesões que ele não possuía quando deu entrada no presídio. 

Diante da situação, Geraldo foi fotografado e a unidade colheu seu depoimento, no qual ele alegava ter caído da cama. A Polícia Militar confeccionou o Registro de Eventos de Defesa Social e a direção da unidade prisional instaurou investigação preliminar interna para apuração o fato”, diz nota da Seap.

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