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POLÍCIA

Médico poderá pagar R$ 39 mil por causa de trote machista e sexista

O trote envolveu veteranos e calouros da Universidade de Franca

23/06/2019 - 00:00:00. Última atualização: 23/06/2019 - 18:15:58.

O Ministério Público ajuizou uma ação civil contra um médico que participou de um trote considerado de cunho machista e sexista. A ação ocorreu em fevereiro deste ano e foi aplicada aos calouros do curso de medicina da Universidade de Franca (SP).

Na ação, o promotor Paulo César Corrêa Borges afirma que o juramento entoado pelo médio teve conteúdo machista, misógino e preconceituoso, e que “o discurso ofendeu incontáveis mulheres”.

Vídeos e áudios mostram calouras do curso de medicina estão ajoelhadas, repetindo frases de juramento proferidas pelo médico. “Juro, solenemente, nunca recusar a uma tentativa de coito de um veterano ou de uma veterana, mesmo que eles cheirem a ‘cecê’ vencido e elas a perfume barato”, diz o médico.

Por esse motivo, a Promotoria pede que o médico seja condenado a pagar 40 salários mínimos, ou R$ 39.920, como reparação de danos morais coletivos, e que a Justiça estipule um valor a ser pago como compensação por danos sociais coletivos.

A defesa informou que ainda não foi notificada sobre a ação, mas justificou que o médico já se prontificou a fazer uma retratação, porque em nenhum momento teve a intenção de ofender as calouras ou as mulheres de forma geral.

O caso segue na 3ª Vara Cível de Franca. O juiz Humberto Rocha ainda não se manifestou sobre o pedido do MP.

A Unifran informou que abriu uma sindicância para apuração dos fatos e que os alunos envolvidos serão penalizados, conforme previsto no Regimento Geral. O resultado do processo investigatório ainda não foi divulgado pela instituição.

*Com informações do G1
 

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