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POLÍCIA

Aluno de Direito que agrediu namorada em festa é condenado por lesão corporal

Preso há um ano e seis meses, o estudante do 5º período de Direito Paulo Moreira Cusinato era acusado de tentativa de homicídio qualificado

08/11/2018 - 21:18:12. - Por Thassiana Macedo Última atualização: 08/11/2018 - 21:22:00.

Preso há um ano e seis meses, o estudante do 5º período de Direito Paulo Moreira Cusinato era acusado de tentativa de homicídio qualificado contra a então namorada L.A.T.R., na saída de uma festa, em 6 de maio de 2017. Durante sessão do Tribunal do Júri ontem, o promotor Gilson Walmir Falcucci pediu a desclassificação da acusação para lesão corporal, obtendo a concordância dos jurados e da defesa do réu. Neste sentido, o juiz-presidente Fabiano Garcia Veronez fixou a pena em um ano e oito meses de reclusão em regime aberto e expediu o alvará de soltura. 

Consta na denúncia do Ministério Público que vítima e réu namoravam há cerca de um ano, sendo que ao longo do relacionamento Paulo Cusinato já havia demonstrado comportamento possessivo, tanto que, em diversas ocasiões em que se exaltou, precisou ser controlado pela vítima. No dia dos fatos, por volta de 17h, Paulo e a vítima se dirigiram à chácara Yellow House, situada na rodovia MG-427, onde seria realizada uma confraternização da Liga de Humanização Circo da Saúde, da qual a vítima fazia parte.

Durante a reunião, ambos fizeram o uso de bebida alcoólica, mas, por temer possível comportamento agressivo por parte de Paulo, a vítima decidiu chamá-lo para deixarem o local. Após despedir de alguns amigos, o casal se dirigiu ao carro e, já no interior do veículo, Paulo Cusinato, convencido de que a namorada o teria traído, passou a agredi-la brutalmente, desferindo chutes e socos na cabeça. Durante a agressão, a vítima tentou sair do veículo várias vezes, sendo impedida pelo réu, que continuava a espancá-la.

Quando a vítima conseguiu fugir do veículo, atravessando uma cerca-viva, acabou alcançada pelo réu, que continuou a dar socos e chutes. Neste instante, pessoas que também estavam na festa escutaram os gritos da vítima, impedindo que Paulo continuasse a agressão. A vítima foi atendida por médicos que participavam da festa, com perda parcial de consciência e incapaz de oferecer reação em decorrência da gravidade das lesões. O Samu foi acionado e ela foi encaminhada à UPA São Benedito, enquanto Paulo Moreira Cusinato foi preso em flagrante. 

O réu foi defendido pelos advogados Alceu Dias da Silva Júnior, André Luis Faquim e Leuces Teixeira de Araújo. Acusação e defesa dispensaram o depoimento das testemunhas e, com o pedido de desclassificação do crime de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal, o julgamento, que contou com a presença de diversos estudantes de Direito, terminou rapidamente com a fixação da pena e expedição do alvará de soltura.

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