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POLÍCIA

Morre no HC-UFTM homem atropelado por condutora com sintomas de embriaguez

Darci Alves Mattos Filho morreu nesta terça-feira (9), na UTI Adulto do Hospital de Clínicas

10/10/2018 - 15:44:00. - Por Renato Manfrim Última atualização: 11/10/2018 - 07:24:16.

Foto/Jairo Chagas


Condutora do Gol precisou ser protegida em uma das ambulâncias do Samu, diante das ameaças de linchamento 

Sepultado na manhã de quarta-feira (10) no cemitério Medalha Milagrosa Darci Alves Mattos Filho, 46 anos, que há cerca de um mês foi atropelado na avenida Abílio Borges Araújo, bairro Abadia, por carro conduzido por jovem de 24 anos com sintomas de embriaguez. Segundo informações da assessoria de imprensa do HC/UFTM, a vítima morreu na terça-feira (9) na UTI adulto do hospital. A assessoria do HC não divulga causa da morte de vítimas de acidente.

À época, a vítima sofreu grave traumatismo craniencefálico, segundo a PM, sendo que a condutora de VW Gol precisou ser protegida em uma das ambulâncias do Samu, diante de ameaças de linchamento. A vítima foi atropelada na noite de 9 de setembro (domingo), por volta de 21h. Segundo registro da PM, após ser atropelado, Darci Alves sofreu, além do traumatismo grave, laceração da orelha esquerda.

A condutora do Gol foi detida, sob suspeita de embriaguez ao volante, depois de atropelar a vítima, sendo que antes precisou ser colocada dentro de ambulância, pois populares queriam agredi-la. Ela relatou aos militares que ingeriu algumas garrafas de cerveja. Sobre o acidente, a suspeita disse que transitava pela avenida Abílio Borges de Araújo, sentido bairro-centro, quando, na altura do número 293, não percebeu que o homem atravessava a via, momento que colidiu com o mesmo.

Ela teve a carteira de habilitação (CNH) recolhida e se recusou a fazer o teste do bafômetro. O seu carro foi removido a pátio conveniado ao Detran. Houve trabalhos de praxe da perícia técnica no local do acidente e a Polícia Civil (PC) investiga a ocorrência.

Foi sancionada em dezembro do ano passado alteração na Lei de Trânsito que definiu que motoristas embriagados serão enquadrados por homicídio culposo (sem intenção de matar) e devem cumprir pena de cinco a oito anos de prisão, além de ter o direito de dirigir suspenso ou proibido.
 

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