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Thassiana Macedo - 17/05/2015

Novos BRTs sero inaugurados em 2016

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Secretário diz que novos BRTs serão inaugurados em 2016

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, o atual secretário municipal de Planejamento, Marcondes Nunes de Freitas, assumiu o cargo em 2015 já recebendo inúmeros desafios a serem vencidos em curto e longo prazos. Com experiência em Planejamento e Projetos da Edificação, o arquiteto foi escolhido com a premissa de preparar a cidade para a fase de crescimento projetada nos próximos anos. Nesta entrevista concedida ao Jornal da Manhã, o secretário Marcondes Nunes conta as últimas novidades sobre os vários projetos que estão recebendo a atenção da pasta. Entre eles estão a revitalização do calçadão da Artur Machado, o Plano de Mobilidade Urbana, segunda fase do macroprojeto do BRT, sobre a escolha do local onde será a construção dos novos prédios que vão abrigar o Centro Administrativo e a Câmara Municipal de Vereadores, entre outros temas. 

Jornal da Manhã – Depois que o prazo para entrega da obra de revitalização do calçadão foi adiado, como está a negociação com os lojistas? Todos aderiram?
Marcondes Nunes de Freitas –
O projeto está aqui, pronto para ser entregue à CDL, para os lojistas deflagrarem o processo de orçamento das marquises. Tive informação de que apenas dois ou três comerciantes que ainda estão relutantes, mas a maioria quer fazer, por achar importante. Estamos entusiasmados com o projeto e vamos executá-lo. A premissa é concluir tudo para o Natal. As marquises serão executadas pelos lojistas e a parte de infraestrutura – ou seja, o piso do calçadão – será feita pela Prefeitura. Estamos desenvolvendo e tudo leva a crer que vamos conseguir fazer. 

JM – Os lojistas relutantes podem causar alguma dificuldade na execução completa deste projeto?
Marcondes Nunes –
A CDL é que está fazendo esse meio de campo. Em função do decreto municipal, a Prefeitura tem autonomia para puni-los, sendo que podem ficar sem alvará de funcionamento, por exemplo. Só que nós temos que evitar isso, o ideal é fazer toda a negociação para que todos entrem no mesmo espírito. Essa é a orientação do prefeito e o decreto somente será usado se não houver outra solução. 

JM – O senhor acredita que, com a execução inicial ficando por parte dos lojistas, para depois a Prefeitura fazer a infraestrutura, vai ser possível cumprir o cronograma definido? Em razão do grande movimento de pessoas, como será feita a obra?
Marcondes Nunes –
Não vamos esperar as marquises ficarem prontas. No momento em que as tubulações estiverem inseridas, automaticamente vamos entrar com a parte de infraestrutura. O movimento pode dificultar um pouco a obra, porque não poderemos abrir o calçadão inteiro de uma só vez e, por isto, ela vai ser feita por partes ou por sessões, tanto de um lado quanto do outro, para que as pessoas consigam caminhar e não impedir o comércio. Isso vai ser um processo um pouco mais demorado do que se fosse feito em local desabitado. Vamos abrir a licitação para escolher a empresa, mas cada lojista pode contratar quem achar conveniente para fazer as marquises. 

JM - Qual a situação do Plano de Mobilidade Urbana? Já ficou pronto?
Marcondes Nunes –
Ainda não. Por parte do município, o processo já está bem organizado em função do BRT e da implantação dos outros vetores, cujos projetos da empresa Prisma Consultoria já deram entrada na Caixa Econômica Federal, que está fazendo a análise para dar o o.k. Enquanto isso, já estamos montando o edital de licitação para não perder tempo. Já estamos trabalhando, falta apenas a documentação. Por exemplo, a ciclovia norte-sul está em elaboração, cuja fase da avenida Santos Dumont já poderia começar. Ou seja, falta a formalização documental, mas já temos vários elementos em andamento. 

JM – O que está atrasando a entrega do Plano de Mobilidade à Câmara Municipal?
Marcondes Nunes –
Apenas identificar a empresa que vai desenvolver esse trabalho. A escolha passa por licitação, a qual ainda não foi aberta, e não temos prazo estipulado para isso. 

JM - Como o prazo do governo federal para implementar o Plano de Mobilidade já foi encerrado em abril, Uberaba corre o risco de perder recursos para obras?
Marcondes Nunes –
Acredito ser difícil que isso ocorra, em razão dos documentos que elaboramos, demonstrando o que já efetuamos em termos de mobilidade urbana. O próprio BRT é um grande exemplo disso, por isso é difícil. Isso poderia acontecer em municípios que não tomaram nenhuma providência. Inclusive, acreditamos que, possivelmente, este prazo possa ser dilatado, porque o número de municípios que realmente finalizaram o plano é muito pequeno. Muitas iniciativas de mobilidade deste governo nos dão esta segurança. Temos o viaduto da Padre Eddie Bernardes, que vai desafogar a Nossa Senhora do Desterro. O projeto vai ser entregue no fim deste mês e deverá ser executado sem interditar a ferrovia. 

JM - Qual a situação da 2ª etapa do BRT e quando começam as obras?
Marcondes Nunes –
A segunda etapa compreende os corredores Sudeste e Sudoeste, que vai ser licitada agora, no próximo mês. Queremos aproveitar o período de estiagem para iniciar a obra e faremos os dois corredores ao mesmo tempo. O custo dos dois está estimado em R$40 milhões. É um dinheiro que já foi conseguido e está depositado na Caixa Econômica, sem retorno. E é para ficar pronto no governo do Paulo Piau, em meados do ano que vem tudo será inaugurado. Acredito que vamos conseguir, porque o projeto está muito bem feito. 

JM – Toda a experiência deste governo com o corredor Leste-Oeste está sendo aproveitada?
Marcondes Nunes –
Sim, nós evitamos tudo. Por exemplo, hoje estamos com problema na subida da avenida Leopoldino de Oliveira, no local antigamente conhecido como Olhos d’Água. Lá mina água na região inteira, o que não funciona bem com asfalto, pois o ônibus pesado passa só naquele lugar. Então, tivemos os problemas com o asfalto. Para evitar isso, nestes novos corredores estamos tomando a seguinte precaução: a empresa Contepro Engenharia Ltda. está fazendo a sondagem de todo o trecho. Ela fura e verifica quanto tem de asfalto, quanto tem de capa, etc. Com isso, podemos saber se embaixo há água e se o solo é argiloso ou não, e se haverá problemas. Dessa maneira, queremos evitar surpresas. Com estes dois corredores, vamos atender praticamente a toda a cidade com BRT ao chegarmos aos bairros populosos. O corredor Sudeste vai sair da Leopoldino e passar pela Guilherme Ferreira, Nelson Freire, Abílio Borges, Bandeirantes e o terminal vai ser no Gameleira, pegando todo o grande Abadia. O corredor Sudoeste vai sair da Leopoldino e passar pela Bento Ferreira, Saudade, Santana Borges, atravessar o viaduto da BR-050, subir a João Dallacqua e chegar à Juca Pato, onde será o terminal, no Beija-Flor. 

JM – Quais mudanças podemos esperar?
Marcondes Nunes -
As estações vão ser octogonais, e não mais tubo, que são lacradas e cujos vidros vêm de Curitiba, custando uma fortuna. As novas serão de perfil metálico e em cima será possível abrir o vidro para circular o ar, o qual pode ser comprado em qualquer lugar. Vai ter ar-condicionado em cima e protegido com duas evaporadoras nas duas extremidades. Não haverá bancos, como as demais, porque o intuito do BRT é ser rápido. Onde o ônibus para, na frente das estações e nas entradas e saídas dos terminais, o piso será de concreto, para evitar desgaste de peso, frenagem e aceleração. As estações também têm dois tamanhos, tipo 1 e tipo 2, cuja implantação será feita mediante contagem, evitando o que aconteceu na Artur Machado, onde foi preciso aumentar a estação. Na telha sanduíche vamos ter reaproveitamento da água da chuva. O reservatório de reaproveitamento de água pluvial tem capacidade para 7.290 litros. Haverá uma bombinha que joga água para fazer a limpeza da estação e podemos utilizar inclusive para irrigação dos jardins. Ou seja, esta fase não terá nenhum improviso, como houve na primeira etapa, em que não se teve uma base de qualidade para o trabalho. Tivemos domínio da situação e pensamos em tudo com simplicidade e eficiência. Por exemplo, neste projeto já constam os bancos nos terminais, toda a sinalização táctil e os quiosques de café ou venda de produtos. Aliás, todos os terminais também receberão bicicletários. A pessoa chega, estaciona, coloca o cadeado, entra no terminal e utiliza o BRT. Mesmo nos terminais atuais, nós vamos acrescentar os bicicletários. 

JM – Como anda o processo de recuperação das faixas exclusivas para o BRT na Leopoldino de Oliveira?
Marcondes Nunes –
Os ônibus deixaram de passar pelo corredor para que o trecho fosse aberto para a realização de drenagem e escoamento de toda a água, visando a minimizar a deterioração da pista. Há vários trechos em que foi necessário, inclusive, retirar a sub-base da pavimentação, foram até lá embaixo para criar um filtro de pedras com vários tamanhos e cascalho até chegar ao asfalto. A ideia é que a água realmente desça em direção ao canteiro central através da tubulação de drenos. A expectativa é de que isso realmente resolva o problema. Não abrimos a pista inteira porque inviabilizaria todo o sistema, mas acredito que vá resolver. 

JM - Há mais mudanças previstas para o trânsito de Uberaba, de maneira geral e inclusive provocadas pelo impacto que será causado pelos novos corredores do BRT?
Marcondes Nunes –
Isso já foi estudado ao longo dos corredores, porque as conversões à esquerda acabaram. Então, os motoristas deverão fazer os laços e já está tudo previsto. Logicamente que, depois da implantação, podem aparecer necessidades, mas é um processo de maturação e adaptação natural, como ocorreu no corredor da Leopoldino de Oliveira, mas sempre com o objetivo de que o conceito do BRT não seja alterado, caso contrário ele perderá a finalidade. 

JM - Há algum planejamento para melhorar o aspecto visual da cidade, em especial nas entradas?
Marcondes Nunes –
Temos estudado as novas entradas de Uberaba. Inclusive, pode vir a acontecer de a avenida Deputado José Marcus Cherém funcionar somente como saída e não ser mais uma entrada, a qual passaria a ser feita pela Tonico dos Santos. Este é um dos itens que estão sendo estudados. Há planos para a praça Rui Barbosa. Estamos elaborando edital de concurso público para escolha de projeto para aquele local. Ou seja, está sendo estudado o sistema de PPP sobre iluminação pública. Tem muita lâmpada apagada ou queimada. Com o processo de transição de responsabilidade da Cemig para o município feito de forma brusca, não temos como contratar uma empresa da noite para o dia, tem que ser feita licitação, o que leva tempo. Esse tipo de atitude ainda vai demandar tempo. Também estamos estudando a arborização da cidade, embora o edital tenha sido bloqueado. Uma empresa faria isso em avenidas e praças. Ainda não conseguimos iniciar o processo, mas existe essa preocupação. Já o centro da cidade, com o BRT, mudou bastante, está com cara de moderno, mas com estes outros projetos que temos em mente, o objetivo é melhorar muito. 

JM - Como anda o processo de manutenção das praças?
Marcondes Nunes –
Estamos elaborando projeto para a padronização dos quiosques. É o caso da praça Pôr do Sol, que será uma das primeiras em que vamos atuar. 

JM - Em que pé está o planejamento para a escolha do local de construção do novo Centro Administrativo?
Marcondes Nunes –
A consultoria contratada identificou várias áreas na cidade. Nós já fizemos reuniões com a Câmara de Vereadores, com entidades como a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Uberaba, Fiemg, entre outras, para apresentar as opções, e entramos em um consenso para a escolha, cujo anúncio será feito pelo prefeito Paulo Piau. 

JM – Quais foram os critérios para a escolha dessa área?
Marcondes Nunes –
Dimensionamento, acessibilidade, facilidade das pessoas em chegar ao local... Porque a preocupação é fazer o Centro Administrativo e a Câmara Municipal tudo junto, mas com prédios independentes, com facilidade de estacionamento e também acessibilidade a quem chega via transporte público. A ideia é fazer uma PPP. As empresas vão apresentar projetos baseados no programa de necessidades que nós entregaremos e vamos escolher a melhor opção. A escolhida constrói o prédio para a Prefeitura usufruir por um determinado período, pagando aluguel, e depois de um tempo o imóvel passa a ser do município. 

JM – Também teremos novidades na área de esportes?
Marcondes Nunes –
Estamos finalizando os últimos detalhes do projeto “Espaço para a Juventude”, perto da Ceasa. Trata-se de local com ginásio de altíssimo padrão, com arquibancada removível. Com o padrão Minas Tênis Clube, o espaço estará apto a receber seleção brasileira do esporte que quiser. Terá ainda pista de atletismo oficial e área de estacionamento. Inclusive, nós já pleiteamos os recursos no Ministério dos Esportes, falta apenas fechar a proposta de contrapartida.




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