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Dom Paulo Mendes Peixoto - 20/09/2014

Por onde caminhar

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Seja cidadão comum, letrado ou não, rico ou pobre, político ou politiqueiro, o fim de todos é o mesmo: a morte. Não há como escapar, mesmo com o melhor “elixir da vida”. Há, sim, critérios para dar sentido de esperança ao que chamamos de morte. A planta morre para nascer. A vida humana brota, cresce e faz história para terminar seu tempo envolvido numa dimensão de eternidade.

Não podemos reduzir o mistério da vida em futilidade. Por isto é preciso entender a frase bíblica: “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos” (Mt 20,10). Tudo passa pelo caminho do comportamento e do perfil que a pessoa assume no relacionamento comunitário. A medida está no grau de justiça e caridade praticadas.

Ter muito poder ou privilégios econômicos não significa ser mais feliz ou o primeiro. Em muitos casos, os pobres são mais privilegiados, porque estão mais abertos para o verdadeiro sentido da vida. Não estão muito apegados a bens passageiros e nem a ganância por grandes lucros. Aí a sensibilidade humana é bem mais vivenciada.

A preocupação com recompensa dificulta o caminho da disponibilidade, por perder o senso da gratuidade e do voluntariado. Nos critérios humanos, quem trabalha mais tem que receber mais. É forma justa e normal da pessoa agir, mas a caridade ultrapassa os limites da justiça e olha as necessidades de quem trabalha.

Às vezes temos que mudar de caminho, de mentalidade para encontrar o rumo certo e olhar sempre para frente. Muita gente tem olhado para trás, escondendo o poder e a capacidade de construir o novo. Essas pessoas têm medo do desafio e ficam no que é mais cômodo, no estruturado e estático.

O Reino de Deus não está baseado no mérito e nem na recompensa econômica, mas no puro dom, no sentido da vida, que é dada gratuitamente por Deus. Vida que deve ser respeitada e valorizada na sua total dignidade. O dom ultrapassa todos os limites e fragilidades que impedem a realização plena da vida.

(*) Arcebispo de Uberaba




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