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Dom Paulo Mendes Peixoto - 21/06/2014

A sorte dos profetas

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A palavra conhecida como “profeta”, muito usada no passado bíblico, significando “falar em nome de outro”, como também projetar uma realidade a acontecer no futuro, aparece nas mesmas circunstâncias e no mesmo sentido para o novo contexto cultural. No dicionário encontramos “uma pessoa que fala por inspiração divina ou em nome de Deus”, coincidindo com a visão do Antigo Testamento.

Os profetas bíblicos enfrentaram a rejeição e a perseguição causadas pelo conteúdo de suas mensagens. Era também tempo de atos governamentais contra o projeto do bem e da justiça. Em seus pronunciamentos não foram omissos nem coniventes e nem mediram palavras para denunciar aquilo que prejudicava o povo. Por isso sofrem ameaças, calúnias, processos e julgamentos.

Uma coisa importante marcava a vida dos profetas. Eles eram pessoas totalmente confiantes em Deus. Por isso mesmo, enfrentavam atentados e emboscadas por falsas acusações. Javé era seu guarda-costa e sustentação de ânimo e de coragem e confiavam sempre na libertação, realizando seus objetivos. Tinham uma força que vinha de dentro e não deixava que desanimassem na tarefa.

No tempo do cristianismo, Jesus preparou seus novos profetas, os apóstolos, com a mesma firmeza daqueles. Ele ensina a não ter medo de quem mata o corpo, mas a ter uma confiança em Deus, que está acima de tudo. O destino destes não foi diferente dos profetas. A perseguição acontece em todos os tempos e vai continuar sempre viva na história dos povos.

Hoje enfrentamos a violência, e bastante generalizada, ocasionando insegurança para todas as pessoas. Quem testemunha o caminho da justiça é mal visto pela cultura de irresponsabilidade, causadora da sorte de muitos profetas do bem comum. Por isso tivemos na história muitos mártires que lutaram pela justiça.

Jesus diz: “Não tenhais medo” (Mt 26, 28). Isso mostra as consequências para quem segue os ensinamentos do Mestre, podendo incorrer em hostilidade, perseguição, sentenças sumárias e até morte. Por isso, muitos cristãos optam por outro caminho, de menor comprometimento, dando ao ser cristão um lado mais intimista e uma religião de sacristia.

(*) Arcebispo de Uberaba




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