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Filhos são como pássaros

Nossos filhos são como pássaros, que estão seguros em seus ninhos

- Por Eliana Barbosa Última atualização: 09/05/2014 - 20:27:16.

“O mundo que vamos deixar para os nossos filhos depende dos filhos que deixamos para este mundo”. Este ditado popular, tão verdadeiro, leva-nos a refletir sobre a importância dos pais na formação integral de seus filhos. Acredito que a melhor forma de prepararmos nossos filhos para fazer uma diferença positiva neste mundo é permitindo-lhes alçar voo no momento certo, incentivando-os à sua independência emocional e, também, material, tão necessárias para que se tornem pessoas autoconfiantes e atuantes na comunidade em que vivem.

Nossos filhos são como pássaros, que estão seguros em seus ninhos, mas só aprenderão a sobreviver se se atreverem a voar em busca de novas possibilidades. Nós, pais, precisamos combater o egoísmo de querer a companhia de nossos filhos pela vida toda. Eles precisam provar o gosto da autoconfiança e da liberdade responsável. Não é nada fácil nem para os pais nem para os filhos. É preciso muito desprendimento dos pais e até controle emocional para motivarem seus filhos a esse voo inaugural para a vida adulta. A saudade dói... Se seu filho é rebelde e insatisfeito, esta nova vida trará a ele uma visão mais clara acerca dos valores que aprendeu com os pais e ele se tornará uma pessoa mais grata ao sentir falta do carinho e da atenção que nunca valorizou. Se seu filho for uma pessoa doce e amiga, sua ausência pode até doer mais em seus pais pela saudade de seu companheirismo e amorosidade, mas, mesmo assim, será importante para ele se desapegar e aprender a compartilhar sua afetividade com tantos outros que encontrar pelo caminho. Não fomos criados por Deus para vivermos em uma redoma de vidro e nossos filhos serão muito mais felizes quando nós – pais – não formos mais necessários a eles, e sim amigos de vivências comuns e de trocas de experiências construtivas.

Para complementar esta reflexão, leia esta tocante oração, intitulada “A medida certa”, escrita pela jornalista brasileira, amiga querida que reside nos EUA, Debora Motherway. A autora redigiu este texto por ocasião do nascimento de sua primeira filha: “Meu Deus, dê-me a medida certa. Quero proteger minha filha, mas não sufocá-la. Quero antecipar o perigo para avisá-la, mas não achar que tudo em sua vida é ameaçador. Quero abraçá-la e sentir que minha vida não vai bem sem a presença dela, mas saber que somos pessoas individuais e podemos ter caminhos diferentes. Quero saber para poder ensinar, mas perceber quando ela souber mais que eu. Quero que ela precise de mim, mas ficar feliz quando ela se fizer independente. Quero dar-lhe conselhos quando criança, oferecer meus conselhos quando adolescente e esperar que me peça quando adulta. Quero repreendê-la para educá-la e rir com ela de besteiras para que ela possa aprender a errar e aceitar o erro dos outros. Quero mostrar-lhe o que acho certo, mas aceitar se ela escolher diferente. Quero ensiná-la a ser séria, mas também a se divertir. Quero estar sempre pronta a ajudá-la, mas saber que ela não tem obrigação de retribuir. Oh, meu Deus, quero ser assim como a galinha, que delicadamente sabe a pressão certa de seu corpo sobre seus ovos para aquecê-los, e não quebrá-los. Assim como a águia que sabe o momento certo de deixar seus filhotes voar. Ajude-me, Senhor, a seguir a sabedoria da natureza que vive em mim e que às vezes sufoco, envolvida pelo egoísmo e egocentrismo que exige que me faça importante na vida de quem é tanto para mim. Oh, Pai, eu lhe imploro, dê-me a medida certa. Faça-me  sempre saber que, de qualquer maneira, é a mim que ela irá dar esse nome tão importante e mágico chamado Mãe. Faça-me exercer essa tarefa da melhor forma e sempre agradecer pela oportunidade!”

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