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Os frutos da Páscoa

Agora os acontecidos com Jesus Cristo não podem ficar

Por Dom Paulo Mendes Peixoto. Última atualização: 26/04/2014 - 19:56:35.

Agora os acontecidos com Jesus Cristo não podem ficar apenas na memória, como somente lembrança de uma história que marcou a vida daqueles que conviveram com Ele. A ressurreição significa compromisso com a vida das pessoas e luta para que ela seja respeitada com dignidade. Jesus ressuscitou para nos ressuscitar com Ele, já hoje, no cumprimento da prática das exigências da fé.

É muito significativo saber entender o sentido real e profundo do batismo, como “novo nascimento”, e compreender os mistérios básicos que estão na origem da nossa fé. O principal fundamento está na realidade da ressurreição. A prática do batismo, na vida concreta, faz com que o cristão seja pessoa ressuscitada, não no futuro, mas agora, por ser pessoa envolvida pela vida de Deus.

Apesar da nova cultura não dar o devido valor para o sentido cristão das coisas, falamos da importância de uma comunidade cristã, onde há comunhão de bens e capacidade de partilha fraterna. O testemunho de vida cristã autêntica e solidária nunca deixa de ser envolvente, porque faz bem a todos. Esta é a proposta apresentada e testemunhada pelo Cristo ressuscitado.

A vida sempre passa por momentos de prova, mas, quando assumidos com determinação, os frutos são, sem dúvida, positivos. Deus não abandona sua criação e, muito menos, seus filhos. Por isto mandou o próprio Filho para nos dar a dignidade humana e divina. Quem segue seus ensinamentos consegue vivenciar a alegria na vida.

Torna-se fundamental encontrar hoje os “sinais” de Jesus Cristo, que revelam a presença de Deus na terra, mostrando que Ele caminha com seu povo. Nunca somos abandonados pelo Senhor, mesmo em momentos de atitudes inconsequentes e nefastas para o ser humano. O perdão engrandece a vida das pessoas.

Podemos sintetizar dizendo que os frutos da Páscoa significam “estar bem com Deus e com os irmãos”, que o pecado impede, mas o perdão possibilita. Assim daremos sentido fecundo para a fé em Deus, que passa pelo empenho na realização de uma sociedade de vida e de paz verdadeira.

(*) Arcebispo de Uberaba

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