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Aristteles Atheniense - 24/04/2014

Eleio simulada

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A história das civilizações revela que o poder não está condicionado à honestidade daqueles que o exercem, pois, na maioria das situações, o jogo do poder requer, sobretudo, habilidade.

A propósito, advertiu o diplomata renascentista, Nicolau Maquiavel: “O homem que tenta ser bom o tempo todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons”.

O poder é um jogo. E como um jogo social, quem pretende ser detentor de prestígio ou autoridade, deve desenvolver a sua capacidade de estudar e compreender as pessoas que o cercam.

A recente eleição do ditador Kim Jong-un, na Coreia do Norte, obtida com 100% dos votos e sem nenhuma abstenção, concorre para o reconhecimento de que o poder, em muitos casos, é essencialmente amoral, sendo irrelevante para quem o detenha distinguir o bem do mal.

O importante é saber julgar com estratégia, buscando os resultados e não os meios que possam levar a um resultado útil, ainda que moralmente condenável.

Segundo o noticiário internacional, o resultado do pleito na Coreia do Norte era conhecido antes mesmo de sua instauração. O eleitor que quisesse votar no “não” deveria se dirigir a uma cabine especial, ainda que assumindo o risco pela sua opção.

Embora a lei coreana estabelecesse que o voto era facultativo, ninguém deixou de comparecer aos postos de votação para consagrar um só candidato.

Na Coreia do Norte as eleições acontecem a cada cinco anos. A Assembleia somente se reúne duas vezes por ano, para chancelar as decisões de interesse do único partido existente. O sistema eleitoral equivale a um recenseamento. O Estado designa funcionários para a visita a todas as residências, com o propósito de constatar se o número de habitantes é o mesmo dos eleitores existentes.

Como deputado, o presidente Kim Jong-un tem assento na Assembleia Suprema do Povo, sendo, ainda, o comandante supremo das Forças Armadas e presidente da Comissão Nacional de Defesa.

A Coreia do Norte compreende 687 circunscrições, concorrendo um candidato para cada uma delas. Na última eleição, todos os foram apoiados por Kim Jong-un se elegeram, não havendo sequer uma abstinência.

O estranho fenômeno político serve para demonstrar que não é a eleição, por si só, que caracteriza a democracia, rotulada como um exemplo de soberania popular. Mais importante do que o sistema adotado no sufrágio dos candidatos é o respeito à vontade do povo. Esta não se confunde com a submissão aos governantes, ainda que a subserviência aparente um livre acatamento às suas ordens.

O método de “escolha” implantado na Coreia do Norte vem servindo de modelo a outros países identificados pela mesma ideologia. Estes, sujeitando a população ao seu autoritarismo, jamais admitiram que houvessem abominado a “democracia”, embora instituída à custa de sangue e sacrifício de sua gente.

É, pois, compreensível a admiração que países como Cuba, Irã, China, Rússia – e agora Venezuela – têm pela Coreia do Norte, inclusive pelo processo de escolha de seus mandatários.

(*) Advogado e conselheiro nato da OAB
www.facebook.com/aristoteles.atheniense
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Twitter: @aatheniense




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