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A força do justo

O livro bíblico do Gênesis (18, 20-32) apresenta

- Por Dom Paulo Mendes Peixoto Última atualização: 27/07/2013 - 21:37:58.

O livro bíblico do Gênesis (18, 20-32) apresenta uma cena impressionante onde o Senhor revela sua atitude de misericórdia, sensibilizado pela força do justo. Estava para ser destruída a cidade de Sodoma, marcada por atitudes de injustiça e impiedade de seu povo e de desrespeito para com os princípios de Javé.

Abraão, o pai da fé, sensibilizado pela existência, em Sodoma, de pessoas justas, pensou: Seria justo que elas também fossem destruídas juntamente com os ímpios? E começou a insistir com o Senhor, dizendo: e se na cidade houver 50, ou 40, ou 30, ou 20, ou até mesmo 10 justos, destruiria a cidade?

Diante da insistência de Abraão, Deus respondeu que não. A justiça vence quando assumida com responsabilidade. Ela gera vida e preserva a vida. A injustiça acaba por sacrificar e matar as pessoas. Deus é Senhor da vida, mas também vida com dignidade e feliz. Escapa aos princípios divinos os atos de injustiça, trazendo como consequência o sofrimento e a destruição da vida.

Sentimos que há muito sofrimento no mundo, mas provocado por nós mesmos, pela prática da injustiça, pela desonestidade e por atitudes que não condizem com aquilo que pode trazer felicidade. O alto índice de assassinatos, de violência, de insegurança e de fechamento das pessoas é fruto de uma cultura marcada pela injustiça, corroendo as bases da felicidade.

Em tempo de Jornada Mundial da Juventude, e tendo o jovem como um dos primeiros a sofrer as consequências da injustiça, a intenção é de dizer que há possibilidade de uma sociedade diferente e muito mais saudável. É uma descoberta que cada cidadão precisa trabalhar, encontrando caminho de paz e de vida diferente.

Na JMJ, Rio 2013, toda mensagem transmitida ao mundo e aos jovens é de paz e do amor de Deus para todos. O papa Francisco revela, em seu jeito de ser, essa presença de Deus nas pessoas e seu compromisso com um mundo marcado pela simplicidade, mas principalmente, pela prática concreta da justiça e do amor ao próximo.
 

(*) Arcebispo de Uberaba

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