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A colheita

Estamos em momento de manifestações

- Por Dom Paulo Mendes Peixoto Última atualização: 06/07/2013 - 19:40:24.

Estamos em momento de manifestações do povo nas ruas. Isto revela profunda indignação da população em relação às condições em que as pessoas vivem. São reivindicações justas, tendo como alvo a esperança de colher daí frutos positivos para a sociedade brasileira. Deparamos com um país corroído por administradores que agem contra o povo.

A tentação é de dizer que o brasileiro é muito passivo e demora tomar partido. Com isto a classe dominante “deita e rola”. Basta saber que as verbas públicas destinadas para determinados fins, quando chegam, grande parte ficou pelo caminho. Sobra pouco para ser aplicado no que é para o bem comum. Os desvios são gritantes.

As autoridades não podem ficar se vangloriando do poder que têm. É preciso acabar com o carreirismo, com políticos que não abrem mão de seu ninho, defendendo os próprios interesses e dificultando a entrada de quem realmente quer trabalhar para o bem do povo. Sua missão é de prestar serviço à comunidade, agindo com responsabilidade e interesse público.

Não podemos dizer que o Brasil, nas condições atuais, vive a verdadeira democracia. Não são por acaso as pressões de rua. Elas querem exigir direitos que não são respeitados. A grande massa da sociedade vive refém e submissa ao “bem querer” de alguns privilegiados. O lamentável é que os políticos oportunistas são eleitos pelo próprio povo, supondo estar exercendo seu direito de cidadão.

Em setembro teremos a 5ª Semana Social Brasileira. Toda reflexão, que acontece pelo Brasil afora, tem como preocupação o tipo de Estado que temos. O que podemos esperar ou colher dele no contexto da nova cultura política, social e econômica. Também não podemos nos esquecer que cada cidadão é o Estado brasileiro.

Mesmo com as grandes dificuldades do terceiro milênio, colhemos muitos frutos novos e bons. Temos até que nos alegrar com isto e nos comprometer mais com um mundo de paz, de ecologia sustentável, de uma economia mais partilhada e de uma política com políticos eticamente bem formados, condição indispensável para um Brasil melhor.

 

(*) Arcebispo de Uberaba

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