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Manoel Therezo - 04/08/2012

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Quantos hábitos de higiene de ontem, mesmo criaturas do passado demonstram tê-los esquecidos. Fico imaginando como as coisas são passíveis de tantas deformações e, como tudo ocorre naturalmente! Dentre aqueles, está o hábito de Limpar os Pés (sapatos), ao adentrarem em uma residência. Um ensino que todos, doutras épocas, receberam de seus genitores como princípio de educação higiênica. No entanto, muitos, dele não mais se lembram. Se nos mais jovens esse hábito é observado como falta do bom princípio, faça-se a ideia do mesmo nos mais idosos. Lamentavelmente hoje, da forma como chegam das ruas, crianças, moços, todos assim se comportam, inclusive muitos velhos que perderam tal princípio. Se, na porta de entrada de todas as casas, visivelmente existe um tapete ou coisa parecida, tal existência diz de sua finalidade. Certa ocasião, recebemos com enorme alegria, a visita de um casal amigo. Ambos idosos e com formação superior. O tapete onde o casal pisava e não paravam de movimentar os pés (sapatos), nos foi preciso levá-lo a uma lavanderia. Em face da demora no retorno, procuramos o proprietário que nos informou que iria tentar mais algumas vezes remover a sujeira renitente. Imagine então, a sujeira em que acabou ficando. Por outro lado, embora os momentos possam parecer diferentes, mas todos falam de higiene, temos assistido alguns profissionais da saúde com seus sapatos brancos encardidos e por vezes capengas, rodando a cidade. Voltam depois para o seu trabalho despreocupadamente. Por certo, ainda não perceberam o quanto de negativo isso demonstra aos que os observam com indignação. Por justiça, não podemos negar que outros profissionais jamais são vistos assim. Sabemos de um e o assistimos usar em seu recinto de trabalho, o propé (saco de pano), em substituição aos sapatos. Foi aluno que passou por nós no curso de Odontologia. Valeria citar o seu nome pela grandeza do exemplo elogiável e singular. Também, já se fazendo algum tempo, estive visitando um velho amigo em Ribeirão Preto. Na oportunidade, levou-me para ver também entre outros, o seu comércio de frangos. Dentro de uma indumentária toda especial e esterilizada, com botas calçadas, passamos dentro de um reservatório raso com líquido à base de formol. A higiene está em toda parte, desde a simples limpeza dos pés que inicialmente falamos. Um fato algo diferente, mas que fala de como os cuidados da higiene são observados. Quando exercia a profissão, era de meu costume e o tinha até por dever, perguntar ao paciente quem o havia indicado aos meus cuidados, porque sempre enviava um bilhete ou telefonava agradecendo a indicação. Em certa ocasião, também após a explicação, interroguei a uma senhora que se fazia acompanhada pela filha, quem lhe havia indicado a mim para os seus trabalhos odontológicos. As duas se olharam risonhamente. A mãe respondeu-me que eu então, deveria agradecer e muito, a pessoa que cuidava dos meus jalecos, com os quais nos braços passava sempre em frente a sua residência. Depois que se despediram, fiquei pensando: Quando admitimos não estar sendo observados, enganamo-nos redondamente. À tarde, após lhe contar o fato, também sorrimos e, carinhosamente, beijei a minha irmã por mais isso.




(*) Odontólogo; ex-professor universitário




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