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O chamado

A conquista da felicidade faz parte do plano universal

Por Dom Paulo Mendes Peixoto. Última atualização: 14/07/2012 - 19:10:55.

A conquista da felicidade faz parte do plano universal da vida humana. Ser feliz é um dom, mas tem que ser fruto de esforço e da prática de um chamado. Não há acepção ou discriminação de pessoas, mesmo que cada uma exerça missão diferente das outras, mas tendo como fim o bem e a dignidade como alvos a serem atingidos.

Responder a um chamado para construir algo é contribuir com o progresso, com o desenvolvimento da cultura, mas isto pode ser dificultado, e até impedido, quando o egoísmo passa a fazer parte de nossa identidade humana. Pior ainda quando o bem comum e a partilha não são uma conquista, a coletividade fica fortemente prejudicada e todos passam a sofrer as consequências.

No âmbito cristão, o chamado significa e supõe resposta de amor, de gratuidade e serviço de transformação do mundo em fraternidade e paz. Onde reina a solidariedade, a honestidade e a seriedade na conquista das coisas, o reino da morte e do mal acaba cedendo espaço. O bem, quando honestamente trabalhado, vence o mal e ocasiona vida responsável e saudável.

Na nova cultura, com muita facilidade, corremos o risco das falsas promessas, inclusive dos diversos charlatões prometendo felicidade “barata” em troca de benefícios, iludindo as pessoas. Isto é falsear a resposta ao chamado para o verdadeiro sentido da vida. Aí não transparece o espírito de despojamento, mas de exploração.

Estamos em tempo de preparação para mais uma Jornada Mundial da Juventude, que vai acontecer nos meados do ano que vem. Todos os jovens do Brasil são chamados a um despertar, para usar suas forças e criatividade construindo um país melhor. A juventude tem força transformadora e precisa colocá-la em prática.

O encontro do Papa Bento XVI com os milhares de jovens de todo o mundo, no Rio de Janeiro em 2013, será momento de um grande chamado. O Brasil ainda é jovem, portanto, com uma força capaz de vencer o mal causado por muitas lideranças pouco preocupadas com a dignidade humana e cristã.

 

(*) Arcebispo de Uberaba

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