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Savio Gonçalves dos Santos - 26/04/2012

De Episcopis

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Caros amigos e amigas leitores, quero aqui pedir licença para vocês, pois, depois de estar afastado desta coluna por algumas semanas, hoje retorno com um tema especial. Escrevo em alusão à posse de D. Paulo Mendes Peixoto, novo arcebispo de Uberaba. Sem querer aqui tecer apologias à fé Católica, ou mesmo à Igreja de Uberaba, a intenção deste opúsculo é salientar, como acontecimento basilar de fundamental importância para a cidade, a posse de um líder político, social e popular.

Tratar do múnus pastoral de um bispo é processo rotineiro, destinado aos institutos de teologias e seus respectivos teólogos. Aqui, o destaque será o papel social e político do qual o epíscopo deve desenvolver. Não há espaço para omissão, mentiras, falso moralismo, venda de ideologias, ou mesmo a construção de uma fé que se apoia em tradicionalismos religiosos. O cargo é sim religioso, mas ação é mais do que religião.

A palavra bispo é uma tradução do grego que quer dizer: inspetor, protetor, hábil. E sua função pode ser regida pelo Código de Direito Canônico, em seu cân. 378, 1º “[...] se destaque pela fé sólida, bons costumes, piedade, zelo pelas almas, sabedoria, prudência e virtudes humanas, e seja também dotado de outras qualidades que o tornem capacitado para o desempenho do ofício em questão”. O que se percebe é que a pessoa do bispo não se dissocia de seu ser social. Em outras palavras, as ações em sociedade são, e devem ser, reflexos de seu ser interior, sua moral e sua consciência.

O que a sociedade uberabense espera de seu novo bispo, com absoluta certeza, é uma ação comprometida com a causa social, onde as pompas deem lugar à santidade, sendo ele exemplo de caridade, humildade e simplicidade de vida, como o mesmo CDC, sem a necessidade de aqui mencionar as demais qualidades que se espera de uma pessoa que ocupa tamanha responsabilidade. Que a fraternidade seja a marca constante e, acima de tudo, o zelo pela pessoa humana, abrindo espaço para a misericórdia, quando necessária, mas, acima de tudo, para a justiça em suas ações.

Que Dom Paulo seja bem-vindo a esta terra, pátria de ilustres pessoas. Que ele seja sempre consciente de sua obrigação, amigo do povo, inspetor quando necessário, protetor de quem precisa e hábil trabalhador. Para terminar, parafraseando monsenhor Juvenal Arduini, padre, professor, filósofo e antropólogo, em um de seus últimos livros, fica a mensagem ao novo epíscopo: “Há religiões do impor. Expressões religiosas autoritárias, sectárias, fanáticas, puritanas, proselitistas, que desrespeitam a consciência das pessoas. Mas há também formas religiosas do expor. Há manifestação autêntica, profética, evangélica e comprometida com Deus. Em um Congresso Internacional de Filosofia, R. Panikkar, de origem indiana, testemunha: “Você pode seguir seu próprio caminho, sem precisar condenar o caminho do outro”.

Felicidades, seja bem-vindo, que seu trabalho dê frutos cem por um.

 

(*) Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e professor universitário
saviogsantos@gmail.com




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