Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
 | 
BUSCA:     

 
ARTICULISTAS
Tamanho do texto: A A A A
Aristteles Atheniense - 05/04/2012

A nova aventura da Argentina

Compartilhar:

O alto preço pago pela Argentina no passado, que lhe custou a morte de 649 soldados no conflito ocorrido há trinta anos, não foi suficiente para impedir que a sua presidente Cristina Kirchner desafiasse a Grã-Bretanha na disputa pelas Malvinas. 

A descoberta de petróleo naquele arquipélago inóspito concorreu para que fosse deflagrada a contenda, que teve graves consequências.

Em fevereiro de 2010, cinco empresas estrangeiras ali reiniciaram as perfurações de petróleo, o que concorreu para o protesto da Argentina, reativando a discórdia que não deixou de existir com o passar dos anos. 

O ímpeto da Argentina em reivindicar os recursos naturais da Ilha tornou-se ainda maior no governo atual, embora este sustente ter sido ferida a integridade territorial do país e a identidade da América Latina. 

Em diversas ocasiões, Cristina vem reclamando o apoio do Brasil à pretensão do país vizinho, insinuando que os espaços marítimos dos dois países constituem um elemento vital para assegurar o desenvolvimento dos nossos povos. 

Em recente artigo publicado na “Folha”, o embaixador da Argentina no Brasil, sociólogo Luís Maria Kreckler, ao exaltar a comemoração do conflito havido no Atlântico Sul, chegou a afirmar: “Não será encontrado um único argentino de qualquer ideologia ou posição política que não concorde, de coração, que somente quando as Ilhas Malvinas forem restituídas à Argentina, nosso território estará completo”. 

O diplomata, no entanto, esqueceu-se de que a guerra foi iniciada pelo governo argentino, na época, o general Leopoldo Galtiere, que reivindicava a soberania das ilhas, o que importou numa verdadeira bravata, tal a desproporção existente entre os recursos bélicos dos países desavindos.   

No dia 2 de maio, os britânicos afundaram o navio argentino General Belgrano, matando todos os 326 tripulantes. Dois dias depois, a embarcação britânica HMS Sheffield foi atingida por um míssil Exocet, deixando 20 mortos. 

A guerra, que durou 75 dias, só acabou em 14 de junho, com a rendição dos argentinos. Ao todo, 258 britânicos e 649 argentinos morreram no conflito.

 Na realidade, o interesse da Argentina pelas ilhas chamadas de “Falklands” pelos britânicos, decorre de seus recursos petrolíferos que podem gerar US$180 bilhões de impostos ao governo local, conforme previsões de especialistas daquele país. 

Por conseguinte, acima do interesse externado pela dirigente de que a Argentina e o Brasil devam caminhar juntos neste projeto, sobrelevam vantagens econômicas que a estimulam na reabertura de um processo de beligerância, que o Brasil não deverá prestigiar. 

 

(*) Advogado e Conselheiro Nato da OAB
www.facebook.com/aristoteles.atheniense
Blog
www.direitoepoder.com.br
Twitter: @aatheniense




San Marco - 16maio
EDIÇÃO DE HOJE
Edição de Hoje
SINTONIZE

ENQUETE
Aps publicao no Porta-Voz, obras da revitalizao do Calado devem sair do papel neste ms. A previso que sejam concludas em seis meses. Na sua opinio, a revitalizao fica pronta para impulsionar as compras de Natal?




JM FORUM
A partir desta tera-feira, dia 15 de maio, pr-candidatos de todo o pas podero iniciar suas campanhas de financiamento coletivo online, a vaquinha virtual. Voc acredita que a arrecadao ser suficiente para as campanhas?
Comentar


AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2018