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Aristteles Atheniense - 28/01/2012

Favorecimento aos chineses e haitianos

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A presença acentuada de chineses em cidades do Nordeste teve como consequência danosa o domínio do comércio popular, em detrimento das pequenas empresas que operam naquela região.

 A justificativa dada pelos orientais seria a necessidade de obterem melhores mercados, valendo-se do aumento da renda local e livrando-se dos prejuízos que vinham suportando por parte de seus compatriotas na capital paulista.

 Em Feira de Santana, o líder informal dos chineses, Yu Shi Chi, tornou-se dono dos quatro melhores restaurantes da cidade, tendo adotado o nome de “Roberto” em homenagem ao cantor Roberto Carlos...

 Atualmente, o idioma predominante no camelódromo, local conhecido como “Feiraguai”, é o mandarim. Em Salvador, além dos mil chineses que acorreram à Boa Terra, chegaram outros 300, no final de 2011, onde irão comemorar pela primeira vez o Ano Novo chinês, competindo com as festas populares que duram a maior parte do ano na Bahia.

 O mesmo fenômeno ocorreu em Teresina e São Luís, sem que as entidades representativas do comércio nem o próprio governo fossem capazes de resistir a essa invasão que terá sequelas imprevisíveis.

 Paradoxalmente, estimulando procedimentos análogos, os ministros José Eduardo Cardozo e Antonio Patriota tentaram justificar a cota de vistos para a entrada de haitianos no Brasil. Fixaram-na em 1200 ao ano, reputando-a como “uma abertura, em caráter excepcional”, promovida “em defesa dos direitos humanos”. Com isto, o governo federal favorecerá a expansão de vagas, ainda que em postos de baixa qualificação.

 Conforme alertou o articulista Vinícius Mota (“Folha” 16/1), a oferta de mão de obra estrangeira inibe o aumento dos salários e dos custos de produção. O compromisso que o governo Lula haja assumido com a recuperação do Haiti, não significa que a fronteira brasileira deva ser escancarada, como está para ocorrer. A prevalecer esta franquia, estaremos concorrendo para incitar a vinda de emigrantes daquele país.

 A opção defendida pelo ministro da Justiça e o Itamaraty não levou em conta as repercussões políticas e sociais, sem que esta cautela implique em intolerância com os estrangeiros. Torna-se preocupante a concorrência desmedida decorrente de seu ingresso com o comércio e a indústria regionais.

 Daí a necessidade em se repelir o eufemismo adotado por aqueles ministros de que as concessões feitas à presença de haitianos não passam de mera “ordenação do fluxo migratório”.




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