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Savio Gonçalves dos Santos - 09/01/2012

Em defesa do amor verdadeiro

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Em tempos de festas e festejos, época vindoura onde brotam bons frutos e emanam desejos de paz, harmonia, prosperidade e felicidade, peço licença àqueles que acompanham este organizador de palavras, por dois motivos: primeiramente, para escrever em primeira pessoa do singular e, em segundo, por abandonar (temporariamente em prol das festividades) os temas polêmicos e espinhosos, para abordar alguns pontos diferentes, porém filosóficos.

Quero, hoje, falar do amor.

Falar do amor parece simples sob a égide da experiência; entretanto, quando tratado etimologicamente, ou cientificamente, ele pode agregar certo grau de complexidade. Mas o objetivo aqui é quebrar os grilhões limitadores das ciências e encarar o amor como ele é. Não quero evocar as teorias psicológicas que tentam explicar o amor sob vários ângulos: eros, philia, ágape, ludus, storge etc.; mas sim, levantar algumas meditações acerca de um sentimento tão vivo e especial.

O humano é, naturalmente, um ser que ama. Há, evidentemente, uma distinção entre ter consciência do amor (razão) e a prática (instintos) do amar. O amor é prática real e necessária para a sobrevivência humana; ele é parte essencial da formação do ser do humano (formação moral, ética e humana). É o amor que ultrapassa barreiras e supera dificuldades; é ele que transforma o tempo, modifica a razão, obnubila a visão; é ele que acomete o sistema nervoso de tremores, que causa desconforto nas pernas, que faz chorar... O amor é a possibilidade de vida verdadeira.

Hoje em dia, as pessoas têm afirmado que o amor já não existe, ou mesmo que, se existe, está num nível de abstração tal, que não é qualquer um que pode senti-lo, ou alcançá-lo. Há amores diferentes; há o amor de namorados, de irmãos, de avós, de amigos, mas há um em especial que não se enquadra, e nem se equipara, aos que já citei: o amor de mãe.

O amor de mãe é o único dos “amores” que possui diferencial; é um amor eterno, que não se prende em dificuldades, que supera barreiras, que defende, que chora, que ri; um amor que modifica as pessoas, que transforma vidas, que significa a existência. Amor de ontem, de hoje e de amanhã! Um amor que não se altera. A mãe é a única representante de um sentimento exclusivo; por mais que o pai queira, que a avó, que a tia, o amor nunca será igual! O amor de mãe é verdadeiro! É puro, especial! É amor eterno, que aquece e guarda; que protege e explica; é racional, é irracional, é moral, é amoral, é intenso, é forte, é superação constante... O amor de mãe é aquele que se confia sem duvidar; por mais que os filhos já não amem a mãe da mesma maneira, o amor de mãe permanece, perdura, sustenta, sofre, agoniza, mas não se desfaz! É sempre O amor.

Em tempos onde a vida toma rumos incertos, onde as ciências e as religiões não possuem créditos suficientes para indicar caminhos, para guiar a humanidade, o amor verdadeiro deve ser defendido como meio para a mudança. A esperança não está na economia, na política, nos governos, mas sim, no amor de mãe; esse amor que indica mais que o caminho, mas que gera e sustenta a vida desde que a humanidade é humanidade!

 

(*) Mestre em Filosofia, membro da comissão de avaliadores do MEC e professor universitário
saviogsantos@gmail.com




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