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Aristteles Atheniense - 23/06/2011

Mulheres no volante

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No mês passado, a saudita Manal Al-Sharif, 32, foi detida por haver encetado uma campanha através do You Tube, para que as mulheres obtivessem autorização para dirigir em seu país.

O movimento ganhou repercussão internacional, sendo criada uma associação “Women for driving”, destinada a forçar o governo a admitir que as mulheres doravante possam dirigir veículos, sem que estejam acompanhadas de um homem.

Devido à sua temerária campanha, Manal Al-Sharif foi detida não só por dirigir, como por postar vídeos em prol do movimento.

Quanto às restrições que as suas companheiras vêm sofrendo, por parte das autoridades locais, recorreram à colaboração da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, encarecendo a sua adesão.

O pedido foi anunciado pela porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, inclusive ressaltando a inquietação que reina na Arábia Saudita, acrescida da indagação formulada à Hillary: “Onde você está quando mais precisamos?”.

No seu entendimento, “há momentos em que faz sentido defender direitos universais das mulheres publicamente e há momentos para a diplomacia silenciosa”.

Segundo o noticiário, Hillary estaria propensa a desenvolver esta diplomacia discreta em favor das mulheres que pleiteiam o direito de dirigir.

Como a Arábia Saudita é o mais importante aliado dos EUA naquela área conflituosa, é de se esperar que a Secretária de Estado já tenha manifestado ao ministro saudita de Relações Exteriores, Saud Al-Faisal, a simpatia ou mesmo o interesse do governo Obama pelo atendimento dessa aspiração.

Na fase pré-eleitoral que os EUA estão vivendo, qualquer medida que importe em flexibilizar a rigidez mulçumana que medra nos países asiáticos, constituirá um fator positivo nas campanhas já iniciadas, tendo em conta a presença significativa de imigrantes árabes na América do Norte.

Assim, uma reclamação aparentemente irrelevante pode render dividendos políticos, sem se falar, naturalmente, no reflexo favorável que a obtenção desse direito terá, mormente numa região onde a presença dos EUA não é vista com bons olhos.

Como sustentou, a seu tempo, a ativista Simone de Beauvoir, “foi pelo trabalho que a mulher transpôs, em grande parte, a distância que a separava do macho; é só o trabalho que poderá garantir-lhe uma liberdade concreta”.

 

(*) advogado e conselheiro Nato da OAB
www.facebook.com/aristoteles.atheniense
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