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Eliana Barbosa - 14/01/2011

Chega de desculpas

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Você já percebeu que, diante das adversidades ou aborrecimentos que enfrentamos, o nosso primeiro impulso é sempre colocar a culpa nos outros ou em algum fator externo a nós? Pois é... E esse hábito nocivo é que nos atravanca o crescimento, tanto na vida pessoal quanto profissional. 

Atrasou-se para o trabalho? Ah, a desculpa é o trânsito... Perdeu a hora para fazer as provas do concurso? A culpa é do despertador que não tocou... Está infeliz no amor? A culpa é do outro que não lhe compreende... e assim por diante. Pois eu lhe digo: se você não assumir, definitivamente, o leme da sua vida, você vai navegar anos e anos e não chegará a lugar algum. Primeiro porque ninguém aguenta conviver com pessoas cheias de justificativas e desculpas, e segundo, porque quem não se assume, jamais será reconhecido pelos outros, tamanha a covardia dos seus atos.

Se você realmente tem comprometimento com o seu trabalho, para não se atrasar com o possível trânsito caótico, saia mais cedo de casa; se você tem um concurso ou compromisso importante no outro dia, não conte com apenas um despertador (tenha sempre um “plano B”); ou se você quer se realizar no amor, ame-se e respeite-se mais, sendo feliz em sua relação de amor com você, primeiramente. 

Pare de julgar e de pré-julgar, porque isso é atitude de pessoas críticas que gostam mais de tomar conta da vida dos outros do que assumir a sua própria caminhada existencial. E muito cuidado com o que você pensa e fala dos outros, porque, na maioria das vezes, você está enganado!

Ilustro este tema com um pequeno texto de Valerie Cox, extraído do livro Histórias para Aquecer o Coração 2, de Jack Canfield e Mark V. Hansenn: “Certa noite, uma mulher estava no aeroporto, com um longo tempo de espera pela frente até a saída do seu voo. Comprou um livro, um pacote de biscoitos e sentou-se enquanto aguardava. Embora absorta na leitura, percebeu que um homem ao seu lado tirava um biscoito do pacote colocado entre os dois. Para evitar uma cena, ela fingiu não estar vendo. Ela lia, comia biscoitos e olhava o relógio. De vez em quando, o homem voltava a tirar um biscoito do pacote, o que a foi deixando extremamente irritada, com vontade até de agredi-lo. Mas não fazia nada. Ela pegava um biscoito, ele pegava outro. Quando só faltava um, ela ficou tensa, sem saber como agir. Com um riso simpático, ele pegou o último biscoito e o partiu ao meio.
 
Ofereceu a ela uma metade, comeu a outra. Ela arrancou da mão dele a metade, pensando na grosseria do homem que sequer lhe agradecera. Sentiu-se extremamente ultrajada e respirou com alívio quando chamaram seu voo. Juntou suas coisas e se dirigiu para o portão, sem sequer olhar para trás. Entrou no avião, mergulhou na poltrona e abriu a maleta para pegar o casaco. O susto que levou a deixou sem fôlego: ali estava ele, inteirinho, o seu pacote de biscoitos! ‘Se o meu está aqui, então foi do dele que eu comi, e ele nem se importou em dividir’, pensou a mulher. Ela daria tudo para encontrá-lo de novo, pedir-lhe muitas desculpas e, sobretudo, agradecer-lhe a lição.”

 

(*) palestrante; apresentadora de TV e rádio e  autora de livros motivacionais
 
www.elianabarbosa.com.br




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