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Eliana Barbosa - 16/07/2010

Cuidado com a teimosia

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Você alguma vez já pensou no quanto a teimosia pode ter atrasado ou estar atrasando a sua vida? É verdade! Veja seu relacionamento afetivo, seu  trabalho, suas amizades, sua família e reflita. Muitas pessoas não sabem a diferença entre a persistência e a teimosia, não percebem que persistir é algo que se faz com positividade, com fé, com constância e certeza do sucesso, ao passo que teimar é uma atitude negativa, porque está mais ligada a um capricho, a uma pirraça, a uma necessidade de autoafirmação, que geralmente leva essas pessoas ao sofrimento e à ruína.

Por exemplo: se você está vivendo um relacionamento afetivo “tóxico”, sufocante, que não lhe traz felicidade e que não leva felicidade ao seu parceiro, se você continuar neste relacionamento, isto é teimosia, e não persistência, porque é buscar o sofrimento. Por outro lado, se você tem uma empresa cheia de dívidas, mas percebe que ela tem potencial para sobreviver, insistir na sua permanência é persistência e é altamente positivo. Neste caso, vale a pena perseverar!  
 
Sabendo disso, muito cuidado, para saber discernir, porque, muitas vezes, por causa da sua teimosia, você se apega a pessoas e situações que podem abalar sua autoestima e destruir seus sonhos.
 
Há um conto de autor desconhecido que ilustra muito bem este tema e mostra a importância de se desapegar, enquanto é tempo: “Certa vez um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou uma panela de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia... Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.” 
 



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