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Quem não faz... leva!

Estamos em plena Copa do Mundo e para quem não entende de futebol, confunde-se com análises diversas dos comentaristas

- Por Marcos Vinícius Zani Última atualização: 04/07/2010 - 16:03:49.

Estamos em plena Copa do Mundo e para quem não entende de futebol, confunde-se com análises diversas dos comentaristas. Há os que discutem tecnicamente as estratégias do time e aqueles que desabafam como meros torcedores. Mas nessa época, assim como eu, os patriotas de plantão sempre nos surpreendem com palpites nada táticos, mas repletos de emoção. Alguns, é verdade, são até bem interessantes. Numa dessas frases, escutei o ditado popular: “Quem não faz... leva!”. A frase carrega consigo um perfil de agressividade, simplicidade e, talvez, seriedade. Se por um lado a expressão pode representar nada mais do que um jogo de dama, por outro nos lembra um possível xadrez. O autor das palavras destacadas acima é um craque de futebol, que argumentava: “Não existe time excelente no ataque e na defesa ao mesmo tempo”. Esse raciocínio me leva a projetá-lo num campo mais conhecido por mim do que o do futebol: o mercado. E nesse ambiente: quem não faz, leva?

Para responder é preciso saber que você faz escolhas o tempo todo e que cada uma delas provoca resultados diferentes. O importante é assumi-las com respeito às decisões tomadas e não com vergonha dos erros cometidos. Se você arriscou de forma calculada, foi empreendedor. Caso contrário, foi inconsequente. A exposição é maior para os que “atacam” no espaço dos concorrentes e, consequentemente, estão mais vulneráveis às respostas dos mesmos. Não estou afirmando que é comum ou normal “retaliações”, porém, dizendo que toda ação provoca uma reação. Portanto, algo irá acontecer para os que possuem atitude. Mas que postura tomar? Você é quem sabe. Quer ganhar o jogo de 1x0 ou 4x2? O primeiro, provavelmente, foi pouco ofensivo e muito defensivo. O oposto, provavelmente, aconteceu com o segundo. Ou seja, na primeira situação teríamos um jogo mais parado, com poucos lances e emoções, com poucas faltas e erros e também poucos acertos. No segundo, teríamos maior dinamismo e grandes jogadas, mais caretas, faltas e gols e também mais erros. Qual prefere? Você deve estar pensando: “Mas no jogo de 1x0 arriscaram pouco e ganharam”. Todavia, não se esqueça de que a diferença entre a vitória e o empate com direito a prorrogações era mínima. E aí é quase contar com a sorte para se ganhar. Se pudermos utilizar a filosofia desse craque de futebol no mercado, devemos nos recordar de que quem erra mais é porque tentou mais. Não quero com isso estimular o fazer por fazer, mas sim evitar a cena do avô que conta aos netos “o que faria se tivesse feito”. Eventualmente, conhecemos gente inteligente, frustrada e que dá conselhos aos demais sobre o quanto faria se tivesse coragem para fazer. Calcule e faça!

 

(*) publicitário, professor universitário, palestrante e consultor de Marketing e Comunicação
marcos.zani@gmail.com

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