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Aprendendo com Chico Xavier

Neste dia tão especial das comemorações dos 100 anos de nascimento do nosso inesquecível Chico Xavier, fiquei pensando, dentre tanta sabedoria

- Por Eliana Barbosa Última atualização: 02/04/2010 - 20:43:46.

Neste dia tão especial das comemorações dos 100 anos de nascimento do nosso inesquecível Chico Xavier, fiquei pensando, dentre tanta sabedoria que ele demonstrou em sua própria vida, qual seria o tema a escrever, para homenageá-lo, neste espaço. E, então, lembrei-me da sua rica semeadura de palavras de amor, perdão, generosidade e conforto espiritual. Chico Xavier sempre soube e ensinou que da mesma forma que buscamos apoio para as nossas dificuldades e dores, devemos também ser apoio para todos aqueles que nos cercam. E a melhor forma de fazermos a diferença na vida das pessoas começa no controle da nossa língua, das palavras que emitimos, evitando lamentações, críticas e condenações. Usar a nossa língua para esse fim – queixas e maledicência – é uma forma triste de atrasarmos a nossa evolução como seres espirituais vivendo a vida material.

Somos livres para escolher qual uso faremos deste instrumento poderoso de construção ou destruição – a língua. Mas jamais esqueçamos que semear é uma livre e fácil escolha, mas a colheita do que semeamos é inevitável.

E assim, com erros e acertos, vamos aprendendo com Chico Xavier: "Quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca" – grande verdade, porque quantos rompimentos afetivos poderiam ser evitados se deixássemos de comentar o mal, ao imaginar que esse comentário poderia desencadear uma desavença; e, quando nos sentirmos tentados a dar conversa a um boato, lembremos: “Eu sou o ponto final de uma fofoca”. E, recordando minha infância, uma das minhas primeiras leituras foi essa lição, no livro Agenda Cristã, de André Luiz: “O mal não merece comentário em tempo algum”, psicografado por Chico Xavier.

Eu sei que é difícil, mas não é impossível seguir esses conselhos, porque são sábias palavras daquele que viveu a vida para ensinar a humildade, o amor ao próximo, o respeito a todas as religiões e, sobretudo, a alegria de ser um filho de Deus!

E, lembrando que Chico Xavier também gostava de contar histórias para ilustrar seus ensinamentos, veja esta que selecionei para sua reflexão: “Conta-se que certa vez um rico mercador grego ofereceu um banquete com comidas especiais. Ordenou ao seu escravo que fosse ao mercado comprar a melhor iguaria. Quando o escravo retornou com belo prato, ao remover o pano que o cobria, o mercador disse: ‘Língua?’ Este é o prato mais delicioso?’ O escravo, sem levantar a cabeça, respondeu: ‘A língua é o prato mais delicioso, sim senhor. É com a língua que pedimos água, iguaria, chamamos pela nossa mãe, fazemos amigos, perdoamos. Com a língua reunimos pessoas, dizemos Meu Deus, oramos, cantamos, revelamos nosso amor.’ O mercador, então, querendo testar a sabedoria de seu escravo, mandou-o de volta ao mercado, desta vez para trazer o pior alimento. Assim que o mercador retirou o pano para conhecer o pior alimento, assustou-se: ‘Língua, outra vez?’ E o escravo respondeu: ‘Sim, língua! É com a língua que condenamos, separamos, provocamos intrigas e ciúmes, blasfemamos. É com ela que expulsamos, isolamos, enganamos nosso irmão, xingamos pai e mãe... Não há nada pior que a língua; não há nada melhor que a língua. Depende do modo que a usamos’.”

E, como sabiamente disse o Mestre Jesus: “A boca fala do que está cheio o coração!”

 

(*) palestrante; apresentadora de TV e rádio e autora de livros motivacionais
 
www.elianabarbosa.com.br

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