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Falando de filhos e de violência

Onde está a violência? Em todos os lugares. Está nas ruas, nas escolas, na televisão, na internet

25/04/2019 - 00:00:00. - Por Sandra de Sousa Batista Abud

Onde está a violência? Em todos os lugares. Está nas ruas, nas escolas, na televisão, na internet, nos jornais, no trabalho, nas profissões, nos pais, nos filhos..., enfim, por toda parte, sob diferentes formas e níveis de intensidade. 

E os filhos? E as crianças? Como prepará-los para este mundo violento? Como não é possível estar o tempo todo ao lado dos pequenos, os pais se enchem de preocupação e de ansiedade.

Como lidar com a violência urbana?

Os pais sabem como ensinar boas maneiras, hábitos de higiene, tarefas escolares, mas como ensinar uma criança a lidar com a violência e, ainda, como não se tornar um ser violento?

Quem tem filhos acredita que preocupação nunca é demais e está sempre perguntando: “Será que meu filho já chegou da escola?” “Quem estará com minha garota agora?” “Onde estão as crianças e com quem?”

Existe uma maneira de lidar com o medo da violência sem deixar os pimpolhos neuróticos, sem eliminar a ingenuidade infantil?

A comunicação dos filhos com os pais é muito importante e fundamental, devendo ser confortável e franca. Neste contexto, a criança necessita ser cuidada, amparada e amada para aprender a lidar com as adversidades da vida e entre estas, com a violência.

É importante também aceitar e ter a consciência de que a sociedade em que vivemos não é feita só de amor e que o ser humano possui um instinto de morte junto com o instinto de vida. A procura pelo ambiente perfeito é inútil, os sentimentos de amor, raiva, medo, ambição entre outros estarão sempre presentes no desenvolvimento da criança.

Preocupados com a proteção dos filhos, os pais se angustiam e tentam protegê-los com inúmeras recomendações e proibições. Entretanto, restringir a liberdade não resolve e, pior, gera e provoca insegurança. E ainda, cercar a criança, limitar, já é uma violência e não dá autonomia ao indivíduo tornando-o inseguro.

A violência está em toda parte em forma de assaltos, de sequestros, roubos, pobreza, fome, guerras, brigas, disputas, todo tipo de conflitos, e não é possível desligar os filhos dessa realidade. E a violência está também nas pessoas de nossa convivência, parentes, amigos e colegas. Nas escolas, é frequente o convívio com crianças agressivas e com pais que não sabem como lidar com elas, sendo que muitos genitores ensinam a violência como defesa.

Existem pais que cercam as crianças de grades, como se tudo estivesse sob controle. Assim, as crianças estão sendo incapacitadas para lidar com situações adversas e, neste contexto, situações que envolvem violência. As crianças não vão ficar aprisionadas sempre e a violência não é geográfica. A agressividade faz parte da vida, está em todos nós, assim como a violência. O que é necessário fazer é direcioná-la.  

 É necessário preparar os pimpolhos para a vida real e prepará-los para a vida não é torná-los violentos ou agressivos, mas, sim, dar a eles os instrumentos para que possam descobrir os mecanismos contra a violência e, também, a maneira de se relacionar com o agressivo no momento da agressão.

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