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Eliana Barbosa - 30/10/2009

Por que se depreciar?

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A cada dia que passa, mais me convenço de que o autoconhecimento é fundamental a todos os seres humanos, principalmente no combate à autodepreciação. Conhecer-se por dentro, saber a respeito de suas próprias emoções, virtudes e fraquezas, identificar suas afinidades e antipatias, e saber o porquê desses sentimentos é tão importante quanto o alimento que nutre seu corpo.

Há um grande número de pessoas, especialmente mulheres, que vive um exercício constante de autodepreciação, enfatizando seus próprios defeitos e dificuldades e vendo a vida com olhos de pessimismo e desesperança. São pessoas que cresceram com a autoestima deficiente, cujos pais e professores, ignorantes, viam suas qualidades como simples obrigação e seus erros, como falhas imperdoáveis. Hoje, essas pessoas se consideram incapazes de atos construtivos e, quando conseguem melhorar suas próprias vidas, não se julgam merecedoras e temem que algo trágico lhes aconteça, “quebrando o encanto”.

Muitas mulheres maduras, por exemplo, fogem do espelho porque acreditam mais nas propagandas que enaltecem a juventude e a magreza do que na própria beleza e encanto advindos da maturidade. É muito difícil convencer uma pessoa autodepreciativa de seus valores individuais e talentos. Ela prefere viver comparando-se com os outros, quando o ideal seria comparar-se consigo mesma, apreciando as mudanças e as melhoras ocorridas com o passar dos anos. Mudar seus pontos de vista a respeito de si mesmo não é tarefa das mais fáceis, porém, não é impossível.

Atualmente, terapias utilizando a PNL (Programação Neurolinguística) têm revelado resultados fantásticos; por meio delas, pessoas com problemas de autoestima podem fazer uma reprogramação cerebral, descobrindo por si mesmas os tesouros internos que possuem e os seus próprios recursos emocionais para desenvolverem em si aquele desejável sentimento de competência. Elas aprendem que viver bem é encarar os obstáculos da vida como simples etapas para a execução de um plano maior.

Assim, seja muito cuidadoso com seus autojulgamentos e aprenda a enfraquecer suas ideias autodepreciativas com a utilização da gratidão por tudo o que tem na vida e pelo exercício da autoconfiança e a autovalorização.

Como sabiamente diz a escritora Sarah Ban Breathnach, “não há nada que cause mais amargura do que a autodepreciação. Um sentimento que nos impede de ser felizes, independente do que tenhamos conseguido ou acumulado, ou dos braços em que dormimos.”

E você, como tem se comportado em relação a esse tema? Pense nisso!

 

(*) palestrante; apresentadora de TV e rádio e  autora de livros motivacionais
www.elianabarbosa.com.br




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