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Inclusão

Numa pegadinha de um vídeo japonês, uma deficiente visual entra num ônibus em que não há assento disponível

22/01/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Numa pegadinha de um vídeo japonês, uma deficiente visual entra num ônibus em que não há assento disponível. Vendo isso, o motorista pede à rapaziada que ceda um lugar à passageira. Não sendo ouvido, ele toma atitude extrema: conduz a passageira até o próprio assento e avisa que ela será a motorista. Os passageiros correm e todos os lugares ficam à disposição dela. 

Precisamos intuir as regras da boa educação. Segui-las parece facultativo para uns, mas, na verdade, são obrigatórias para todos, uma vez que são indispensáveis para o portador de necessidades especiais.

Num exemplo de olhar individualizado a ser imitado, um motorista de ônibus, familiarizado com a difícil rotina de uma passageira paraplégica, carregava-a nos braços do ponto de ônibus até o interior do veículo. E, chegando ao destino, ele a carregava até o banco onde colegas a esperavam.

Uma nova mentalidade tem garantido a inclusão das diversidades: a sociedade, adequando-se às necessidades individuais, tem garantido os direitos de todos. Várias instituições de ensino, por exemplo, já contam com pessoal capacitado que contemple as diferenças. E reformas asseguram o acesso de estudantes especiais a todo o prédio da instituição.

A inclusão é prática social que começa com a mudança de mentalidade a fim de repensar desde adequações quanto a assentos específicos, roupas e objetos de uso diário para portadores de necessidades especiais, até intervenções na via pública, vagas, prédios, meios de transporte... E a inclusão precisa se dar no trabalho, escola, locais de lazer, leis, em toda a sociedade. 

Viralizou o vídeo em que uma deficiente auditiva, emocionada, assiste ao discurso em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) feito por Michelle Bolsonaro, que, com esse ato, quebrou o protocolo da cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro. O país se encantou com essa atitude. Difícil era a vida de portadores de necessidades especiais antes de acordarmos para esse novo olhar, imprescindível para a inclusão. Vamos retificar nosso erro.

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