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Uberaba, 21 de setembro de 2018 -

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O exemplo de Luana

Estávamos na primavera de 2006. Ainda vivíamos a surpresa de ter este escriba revelado

16/08/2018 - 22:10:05. - Por João Eurípedes Sabino Última atualização: 16/08/2018 - 22:10:17.

Estávamos na primavera de 2006. Ainda vivíamos a surpresa de ter este escriba revelado que no mapa de Uberaba existe a figura urbanística da Pomba da Paz. Lá está ela circundada pelos logradouros públicos: Av. Cel. Joaquim de Oliveira Prata, Av. do Contorno, R. Prudente de Morais, Av. Orlando Rodrigues da Cunha e R. José Bonifácio.

No Parque de Exposições Fernando Costa ocorria um evento ecológico com oficinas de artes e cultura, aberto ao público. A empresa Fiat São Marcos Ltda., capitaneada pelos meus colegas Antônio Ronaldo Cunha Castro e Paulo Marcos Junqueira Guimarães, cedeu-me uma caminhonete nova para que pudéssemos expor material ilustrativo referente à ave revelada. O público recebia de presente mudas de Ipês, nas cores conhecidas.

Dentre tantos frequentadores do local, a pequerrucha Luana Mariano Carvalho, com menos de 3 anos, se aproximou de mim e me pediu uma pequena muda. Perguntei-lhe a preferência da cor e ouvi a resposta de pronto: “Amarela!”. Passei-lhe às mãos o mimo e Luana, por ser ainda tão pequena, foi ajudada pelos pais Mara Gennari Mariano Carvalho e Luís Sérgio Carvalho.

Na 84ª ExpoZebu nesse ano, eis que, no mesmo galpão multiuso, revejo a menina-moça ao lado da mãe e a vovó Wilma Gennari Mariano. Passados onze anos, já alcançando sua genitora na altura e, excelente aluna cursando a 9ª série do ensino fundamental, fui “cobrado” a conhecer a árvore que um dia lhe ofertei. Mais do que surpreso fiquei, ao ver no passeio e decorando a fachada de sua casa um esbelto Ipê amarelo com seis metros de altura ou mais. Está na sua segunda floração! Voltei num lampejo ao ano de 2006 e me recordei de uma frase cantada por José Rico: “Eu fiquei e o tempo foi...”. Eis a obra divina do Criador! Manifestei ao tio de Luana, Márcio Gennari. 

Esse é o legítimo processo em que a criança cresce com a árvore e vice-versa, numa cumplicidade indescritível. Essa experiência extrapola fronteiras e o exemplo de Luana (já escritora) comporta ser tomado para fins pedagógicos, nesse mundo em que a árvore paga tão alto preço diante da sabedoria do homem.

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