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Marcos Vincius Zani - 04/10/2009

Cultura organizacional: qual a sua?

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“É que a coisa aqui não anda.” “Nós já tentamos outra vez e nada.” “Trocamos até o gestor e ficou do mesmo jeito.” “É que o mercado é assim mesmo.” “Tá difícil encontrar gente boa.” Essas são apenas algumas frases que representam um pouco do que se produz no meio dos negócios. Pode ser um efeito colateral clássico da Cultura Organizacional: modo que se pensa e age como certo para ser aceito no ambiente de trabalho e aprovado no mercado. Influencia diretamente a maneira de agir com os colegas de trabalho, clientes externos e, consequentemente, determina a qualidade do resultado esperado.

Se você já presenciou uma cena inadequada várias vezes na sua rotina organizacional e nada foi feito de próspero a respeito, provavelmente, foi entendido como correto por alguém. O problema que esse alguém gira como um fantasma na empresa, como se não tivesse nome e nem periodicidade de aparições definidas. Esse ser de outro mundo é o tal da cultura que estamos tratando. E muitos de nós gostamos mesmo é de não identificá-lo, assim fica mais difícil de resolvê-lo e não precisamos gerar conflitos de mudanças. É curioso, mas a paranóia do confronto imediato faz com que eu alimente um muito maior em longo prazo, distante, num tempo bem remoto, tão longe que não precisaremos solucioná-lo agora.

Como esses hábitos são passados de geração para geração profissional?

Geralmente por uma voz em volume baixo e no cantinho. Vem sempre acompanhada de uma teatralização amadora, com um ar de inspiração extra-sensorial, que olha para os dois lados, balança a cabeça e diz em voz trêmula: “Vou te dar um conselho: aqui a coisa funciona assim...” Normalmente quem escuta é a parte mais frágil e que, por amor à própria pele, ouve com muita atenção. Não faz comentários e sai com uma sensação que agora ganhou um amigo e sabe onde estão as armadilhas. Na verdade, a grande arapuca está em nutrir a conduta errada e aprendida como se fosse a regra interna soberana. Você deve pensar: “Mas é assim que nós mantemos o emprego”. Mas por quanto tempo? Com qual qualidade? E quais consequências futuras? Quem é doutrinado em meio a esse circo silencioso esquece que em outra empresa a cultura pode ser diferente. De repente você terá a oportunidade de fazer parte de uma equipe que prioriza a divulgação declarada e verbalizada dos valores positivos da empresa e esses são seguidos já que são lembrados constantemente. Pois é, cultura organizacional pode ser boa ou ruim e depende das atitudes pessoais e conjuntas, principalmente de quem está com o poder.

Mas como mudar a cultura organizacional? Um ótimo caminho é a capacitação: ouvir coisas diferentes, de pessoas e formas diferentes. Palestras, treinamentos, cursos, seminários, workshops, oficinas, estudo e prática constante de novos processos, maneiras de pensar e agir inovadoras.

O foco não pode ser a metodologia e sim o resultado, pois o melhor método é o que funciona.

Cultura Organizacional: a escolha é sua.

 

(*) publicitário, professor universitário, palestrante e consultor de Marketing
marcos.zani@gmail.com




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