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Paulo Leonardo Vilela Cardoso - 13/06/2018

Por uma nova Ordem Constitucional

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O Brasil, oitava economia mundial, com PIB (Produto Interno Bruto) equivalente a US$2,3 trilhões de dólares, passa atualmente por um dos piores momentos de sua história, seja no âmbito social, econômico e político, que foi capaz de gerar um grande processo emigratório de brasileiros, que estão deixando o País atrás de novas oportunidades naqueles economicamente equilibrados.

 A violência, a situação política e o desemprego são os maiores fatores responsáveis pela saída de quem escolhe países como Portugal, Canadá e Estados Unidos em busca de novas oportunidades. 

É fato que o Estado Democrático de Direito aparenta estar totalmente “nocauteado” e perdido dentre aqueles que lutam com força pela defesa de sua soberania e de seus mercados. Como exemplo, basta citar a luta diária contra traficantes e milicianos que tomaram conta das ruas, avenidas e morros no Rio de Janeiro/RJ. No Estado de Minas Gerais, especialmente em Uberaba, o recado foi dado através dos veículos incendiados. 

Na América Latina, a nossa situação de crise não está muito distante da Venezuela e, por outro lado, está muito distante do equilíbrio econômico demonstrado pelo Chile. Hoje, segundo dados do Banco Mundial, nosso PIB per capita bate em 15.153 dólares anuais, contra 23.960 dos chilenos. Não é só nisso que o país andino lidera: o Chile também possui o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região. Ocupa hoje o 38º lugar mundial, à frente de membros da União Europeia como Portugal e Hungria, contra a 79ª posição ostentada pelo Brasil, que fica atrás de países como Albânia e Azerbaijão. 

O Custo Brasil é gigantesco, e somente a estrutura política consome 40% (quarenta por cento) do nosso PIB e, em contrapartida, deixa de oferecer aos cidadãos brasileiros aquilo que é fundamental, como educação, saúde e segurança. 

Enfim, o remédio está na redação de uma nova Constituição Federal que adote medidas radicais de desburocratização dos mecanismos da livre iniciativa, abertura do mercado, maior flexibilização das leis trabalhistas, e a adoção de um plano geral de privatização, incluindo setores como saúde, educação, exploração de minas e petróleo. Precisamos deixar de ser colônia de férias de estrangeiros, arregaçar as mangas, e colocar este gigante em condições de competir com os demais países. Do jeito que está, não dá para ficar.




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