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Sandra de Sousa Batista Abud - 24/05/2018

Falando de Raiva I

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O que é raiva para você? Uma válvula de escape, um sentimento que provoca estresse, uma forma de se conhecer?

A raiva, sentimento que faz parte de nossa natureza, nos é útil no início da vida, trazendo-nos proteção e amor, tornando-se depois uma arma contra nós mesmos.

É possível transformar esse sentimento? Como transformar a raiva?

“Usando o que em programação neurolinguística é conhecido por submodalidades, é possível passar o estado de raiva para um estado de bom humor, ‘automaticamente’. Aqui vai a dica, passo a passo: Relembre a situação que lhe causou a raiva. Veja o quadro com nitidez, em cores, aumentando seu brilho e luminosidade, como se fosse numa tela de cinema. Associe-se à imagem (‘entre’ nela, ou seja, sinta-se ali, vendo apenas as partes do seu corpo que você é capaz de ver quando não há um espelho por dentro); relembre o que foi dito, com a máxima fidelidade possível, ‘aumentando o volume’ para acentuar o calor da discussão. Em seguida, comece a diminuir a imagem, reduzindo-a ao tamanho de um cartão postal; torne as cores apagadas, tire o brilho, torne a cena mais escura; ‘saia’ da imagem (agora você se vê inteiro ali, como quem assiste a um vídeo ou vê uma fotografia); abaixe totalmente o som, de maneira que as pessoas apenas movimentem os lábios, e ouça (de verdade ou mentalmente) uma música engraçada (‘Cantando no Banheiro’, de Eduardo Dusek, é ótima). É riso certo...

Esse é um exemplo de âncora auditiva, mas você pode usar recursos visuais (a pessoa que lhe causou a raiva, por exemplo, vestida de baiana) ou cinestésicos (enquanto esperneia, a pessoa em questão exala um terrível cheiro de cachorro molhado...). Lembrete importante: a ancoragem deve ser usada apenas para estados de raiva sem muita importância (se seu chefe brigou com a mulher e está sendo injusto ao lhe repreender, isso não impede que você sinta raiva dele; mas, se o fato se repete e a bronca nada tem de construtivo, uma âncora será suficiente para que você releve a situação); casos de raiva mais graves (a perda de alguém querido, uma ofensa marcante, etc.) requerem análises mais aprofundadas e técnicas mais específicas.”

Algumas pessoas acreditam, ingenuamente, ser capazes de suprir a raiva ou sequer senti-la; a maioria, também de maneira equivocada, julga endereçar sua raiva sempre para o alvo certo, o que nem sempre acontece. Neste caso, nossa ira explode sobre pessoas próximas, sem que tenhamos identificado sua verdadeira causa.

Você sabia que a raiva é uma emoção destruidora?  

(*) Psicóloga Clínica 
sandrasbabud@hotmail.com

 

        

 




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