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Sandra Abud - 15/03/2018

Problemas alimentares

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Bulimia e anorexia nervosa são transtornos da alimentação e nomes atualmente abordados com frequência, e que devem ser observados com toda a seriedade.

Os transtornos alimentares são os transtornos mentais de maior morbidade e mortalidade, inclusive por suicídio. São considerados os mais graves dentre os transtornos psiquiátricos. Produzem importante prejuízo psicossocial e uma série de complicações clínicas: odontológicas, dermatológicas, gástricas, distúrbios endocrinológicos e cardiopatias. A incidência de suicídio e depressão é vinte vezes mais alta entre jovens  com transtornos alimentares e, estes transtornos, por este motivo, foram considerados como doenças mentais prioritárias pela Organização Mundial da Saúde.   

O comer “desordenado”, na infância era descrito no Brasil como transtorno da alimentação. Na versão corrente do DSM-5, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, editado no Brasil em 2014, os transtornos alimentares na infância (TdA) passaram a ser descritos como parte dos transtornos alimentares (TAs), antes nomenclatura exclusiva para adultos. Anteriormente, os TAs em crianças eram considerados um tipo não especificado de transtorno.

O excesso da oferta de alimentos e de dietas, bulimia e anorexia nervosa e transtornos alimentares na criança ganham cada vez mais peso no mundo moderno, deixando a infância bastante vulnerável a esses transtornos.

A obesidade não faz parte do grupo de diagnósticos psiquiátricos, mas os transtornos da compulsão alimentar sim, quando acompanhados de práticas compensatórias e com determinada frequência. Estes transtornos podem levar à perigosa consequência médica para o bebê ou a criança, inclusive falha no crescimento ou desnutrição. O surgimento de TA nos filhos estão profundamente relacionados aos problemas da obesidade dos pais e seus padrões e ambiente alimentar. Estudos já apontaram também a correlação da anorexia com indivíduos mais abastados, à excessiva preocupação em emagrecer dos pais, à restrição de certos alimentos, à prática excessiva de atividade física e ao uso de substâncias ou práticas com o objetivo de perder peso.

Fazer dieta aumenta o risco de TA. Obesidade não é um dos TAs, mas constitui fator de risco para desenvolver este transtorno. A dieta afeta a atividade cerebral, aumentando cerca de 18 vezes o risco de TA. Não somente quem tem obesidade ou sobrepeso faz dieta, ou se utiliza de métodos compensatórios para perda de peso, devido à cultura atual da imagem corporal, tornando-se escravo deste comando.

Os transtornos da alimentação na infância, que historicamente eram diagnosticados e acompanhados por pediatras, vêm sendo transportados  para o campo da Psiquiatria Infantil.          

(*) Psicóloga Clínica
sandrasbabud@hotmail.com




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