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Uberaba, 21 de setembro de 2018 -

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Força estranha

Inglório exercício de imaginação: mais uma vez Sérgio Cabral poderá ser candidato a governador

- Por Gustavo Hoffay Última atualização: 02/03/2018 - 20:53:09.

Inglório exercício de imaginação: mais uma vez Sérgio Cabral poderá ser candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro e as suas chances de tornar a vencer as eleições são reais, realíssimas, quase palpáveis, eu diria! Embora julgado e condenado a quase cem anos de cadeia, a hipótese de que ele terá o seu nome aprovado pelo partido que o acolhe já é muito provável, o que lhe dará a oportunidade de tornar a dividir palanques com o “Brahma” Lula e a “Gerentona” Dilma (enquanto avistando pela TV aos inflamados discursos eleitorais dos também candidatos a presidente, Fernando Collor de Mello e Ciro Gomes). Nas terras de Santa Cruz, onde promotores de arruaças são eternos candidatos a algum cargo político de suma importância e de maneira que, eleitos, fiquem isentos de prisão e enquanto protegidos pela nossa Carta Magna, não é difícil chegar-se à conclusão de que aqueles honoráveis cidadãos confiam na amnésia e tolerância política de milhões de eleitores brasileiros. Candidatos, aqueles, profundos conhecedores da vergonhosa fragilidade e caduquice das leis brasileiras, o que lhes dá a conhecerem (na teoria e na prática) o “caminho das pedras” para a conquista de polpudos dividendos políticos. Mas não é esse, ainda, o fim da picada e sim aquilo que pode ser o início de uma dolorosa via para um gigantesco bote e uma grande mordida que poderá facilitar um final de esperança por uma Justiça inteligente, imparcial e salvadora em nosso desordenado Brasil. São pessoas que às vezes parecem brincar com as nossas paciência e inteligência e simplesmente pela ineficiência de leis que eles mesmos criaram e aprovaram; o que termina por infundir na consciência de muitos a ideia de que são detentores de uma razão absoluta e que deverá, em tese, ser correspondente ao que irão prometer brevemente em seus respectivos discursos pré-eleitorais, mas, depois, mostrando-se bem menos compromissados e enfáticos quando já de posse de seus respectivos mandatos. A existência de uma “força estranha” que paira sobre os altos escalões federais já deixou de ser uma hipótese e hoje é algo quase palpável, porém indecifrável. Aquilo que toca-nos repreender e que exala ser contraproducente a partir de decisões tomadas pelo Congresso Nacional, sugiro que o façamos já e enquanto é tempo. E quanto àqueles medalhões, devemos, sim, acompanhá-los como a pacientes necessitados de lenitivos e repreensões de importância para que um dia, talvez, finalmente aprendam a ter desprendimento de muito daquilo que irá servir-lhes de impulsão na busca pelo trono do Palácio do Planalto. E embora seja esse um texto de ficção, bom seria se ficássemos com as nossas barbas-de-molho, pois um outro de barbas espessas ainda respira e transpira política à sua moda. 

(*) Agente social – Uberlândia (MG)

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