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Gustavo Hoffay - 10/02/2018

lcool, direo e carnaval

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No Brasil e em qualquer país do mundo não há leis que consigam impedir uma pessoa de dirigir embriagada. Aliás, leis existem, mas, especialmente em nosso “patropi”, o que falta é uma maior conscientização popular a respeito. Sabemos o quanto gerou polêmica a aprovação da Lei Seca por aqui; em seguida, presenciamos um número repolhudo de propagandas a respeito da Tolerância Zero naquele sentido. Foi tudo lindo, foi!  Mas não foram poucos os intelectuais e moderninhos que se insurgiram contra aquela Lei “absurda”, ao ponto de ouvirmos depoimentos de pessoas que se sentiam lesadas no seu direito de ingerir o que quisessem e na quantidade que aguentassem enquanto sentadas à frente de um volante, pois tinham consciência (?) dos seus limites. Uma questão cultural? Claro, mas de total irresponsabilidade e originada de uma boçalidade pura. Todo motorista ou motociclista, tratorista ou manobrista que assume a direção de um veículo após fazer uso de bebida alcoólica assume, evidentemente, todas as consequências daquela sua total falta de responsabilidade.
A infração é tida por gravíssima, a multa é alta e o condutor ainda pode ficar temporária ou definitivamente inabilitado para dirigir e ainda passar um bom período atrás das grades. Em terras pindoramas, apenas durante o período carnavalesco no ano passado, 113 mortes foram registradas nas estradas e entre as principais causas estava o uso de álcool pelos motoristas, um número altamente expressivo. É quase impossível de acreditar em pesquisas que apontam para fato de que a cada grupo de quatro motoristas brasileiros, um deles ainda dirija após ingerir qualquer bebida alcoólica e não apenas em desrespeito às leis, mas em total desconsideração pela vida alheia ou sequer a sua própria vida e isso é fato!  Talvez em razão de uma maior fiscalização e rigor na aplicação das leis, o número de mortos no trânsito brasileiro e diretamente relacionado ao consumo de álcool tenha diminuído.  Acredito também  que o número de acidentes tenha caído em função de uma maior soberania da sobriedade sobre o álcool, mas dificilmente por causa de uma tomada de consciência dos motoristas sobre os efeitos deletérios daquela substância sobre o seu cérebro e daí sobre todo o seu sistema nervoso. A causa principal, penso, estaria diretamente relacionada ao alto valor das multas aplicadas e a outras consequências a quem é pego dirigindo sob o efeito do álcool; simples assim! Tire-se as multas e demais tipos de correção oficial e disciplinar e a lambança sobre o asfalto torna a ascender de maneira abundante, descomedida.
O dia que a palavra “conscientização” tornar-se de real valor e aplicação em solo brasileiro então, finalmente, veremo-nos transformados em uma nova Suécia ou Dinamarca dos trópicos.
Gustavo Hoffay
Agente Social
 




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