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Gustavo Hoffay - 14/12/2017

Liberao das drogas

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Vimos observando que a mentalidade moderna reivindica, cada vez mais, liberdade para o uso de drogas até então proibidas. A consciência moral – dizem os adeptos da pretensa alforria – seria dotada de plena autodeterminação, ficando a cada indivíduo a faculdade de decidir àquele respeito e dentro da situação que lhe fosse mais conveniente, mesmo ciente de todos os riscos dali decorrentes. O conceito de “não pode” em nosso país assumiria, assim, um sentido absolutamente antipático dentro de uma sociedade permissiva e tida por moderninha. Pai, mãe e irmãos daquele que deseja se libertar da “caretice”, mergulhar de cabeça em um mundo fantasioso, abraçar ilusões e obter prazeres imediatos e passageiros que o levarão a dores futuras, não o importam. O que vale é o seu desejo de satisfazer de imediato os seus impulsos drogatícios e mesmo que, para tal, ele tenha que enveredar por caminhos trevosos e fatais. Políticos ditos neoliberais são, quase em sua totalidade, favoráveis à liberação daquelas substâncias químicas alteradoras do humor e influenciados que são por suspeitas posições partidárias. Diz-se que a liberdade de consciência é inerente a uma nação democrática; concordo, claro; daí o homem poder servir-se daquilo que deseja quando e onde desejar; afinal, ele é o dono do seu próprio corpo e do qual pode fazer o uso que lhe convier. Francamente... Segundo esse raciocínio, é fácil chegar à conclusão de que o homem brasileiro não deve auscultar o seu corpo ou dar atenção às mensagens que dele provenham, mas, sim, se deixar levar pela sua vontade ou, pior, pela vontade dos outros. Ora, é sabido que nunca se pode desassociar os efeitos das drogas: os usuários e os seus respectivos parentes. O corpo-humano é então encarado qual mero organismo carente e dependente de drogas, a cujos impulsos é lícito satisfazer e de acordo com as conveniências do local e do momento. Santa sandice! A todo homem toca dominar a si mesmo e a perda desse domínio por meio das drogas só o prejudica e adoece a quem lhe seja próximo. Tais substâncias vêm ocasionando o desespero de boa parte da humanidade contemporânea, que se dissimula por detrás de máscaras de otimismo e hipocrisia. Se recentemente alguns países já liberaram o uso de drogas, outros também já haviam liberado em passado recente e, felizmente, voltaram atrás em suas impulsivas decisões, após verificar que a sua teoria àquele respeito, na prática, não estavam correspondendo. No Brasil, especificamente, enganam-se aqueles que imaginam a liberação das drogas como a algo que irá combater a violência vigente. No lugar daquelas substâncias, outras mais poderosas surgiriam e seriam produzidas, transportadas e comercializadas de maneira bem mais segura, pois sintéticas e, portanto, de fácil transporte e dissimulação, substituiriam com maior segurança aquelas que  viessem a se tornar legais.  

(*) Agente Social




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