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Dom Paulo Mendes Peixoto - 11/11/2017

Vida de surpresas

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As pessoas são desafiadas, por todos os lados, nas suas realidades normais de vida. Porque as surpresas causam encantos e desencantos, encontros e, também, desencontros, exigindo atitudes de constante vigilância. Os contravalores aparecem a todo o momento, causam estragos e diminuem muito a qualidade e o sentido de vida dos que são atingidos e pegos totalmente despreparados.

Um clima propriamente de hipocrisia e de falsos valores domina a sociedade e corrói a autenticidade das pessoas bem intencionadas. O que sentimos é o domínio do desejo de levar vantagem em tudo. Com isso, podemos dizer que há muitas surpresas no campo da honestidade, da justiça e da misericórdia. O bem coletivo não é o alvo principal nas negociações de muita gente.

A prudência diz que as pessoas devem se preocupar com o essencial, para evitar um imediatismo sem estabilidade. É incômodo viver de surpresas na vida concreta, de espera sem segurança e de falta de esperança. É fundamental descobrir a sabedoria divina presente nas criaturas humanas, que se expressa através da fé, da caridade e da esperança, dando sentido autêntico para a vida.

A história é construída com as mudanças da sociedade. Estamos saindo de uma pós-modernidade, no confronto com uma sociedade, chamada “líquida”, no dizer do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Tudo toma novas formas e as pessoas, na sua consciência humana, num processo de transformação, conseguem influenciar na construção de novas realidades na vida social.

Para os cristãos, as mudanças e as surpresas normalmente vêm da fé em Deus. É Jesus Cristo, Deus feito homem, quem veio construir a história e inaugurar uma nova e definitiva realidade. O contato das pessoas com Ele revela surpresas agradáveis, mas também comprometedoras na vida cotidiana. Seguir Cristo é fazer o que Ele fez e propõe através de sua Palavra na Sagrada Escritura.

Está chegando o final do Ano Litúrgico, com a Festa de Cristo Rei e Senhor da História. Na data celebraremos a abertura do Ano do Laicato, tempo de reflexão e de descoberta da vocação de todas as pessoas batizadas. Os leigos e as leigas cristãos são construtores de uma Igreja missionária, em saída e preocupada com a realização de um mudo diferente e melhor, surpresa do bem. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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