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Mrio Salvador - 10/10/2017

A preferncia da preferncia

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Pensando nos velhos bem velhinhos, isto é, aqueles com mais de oitenta anos, o presidente Michel Temer, em julho deste ano, sancionou a Lei 13.466, que altera o Estatuto do Idoso, garantindo aos octogenários a prioridade sobre os outros idosos, que são aqueles que têm de 60 a 79 anos.

Os dizeres da lei podem ser lidos em cartazes afixados em lugares onde existe a possibilidade de haver fila para objetivos diversos: pagar contas, fazer depósitos, jogar na loteca, usar o banheiro, comprar ingresso, servir-se de uma refeição, ser atendido em hospitais e postinhos de saúde... A lista é enorme.

A lei dá prioridade aos idosos, inclusive, em atendimentos de saúde (exceto em casos de emergência). E, nos processos judiciais, essa preferência pode garantir que octogenários recebam em vida o que têm direito.

Talvez a lei tenha sido uma gentileza desnecessária. Pessoa educada oferece o próprio lugar a quem necessite dele, como gestantes ou alguém mais velho. Pessoas educadas não precisam de lei como essa para agir assim, já que são sempre movidas pela boa educação, pelo respeito e pela civilidade.

A explicação para surgir uma lei obrigando o ser humano a considerar o próximo é esta: educação e respeito estão ficando de lado. Pessoas perderam princípios norteadores de uma vida em sociedade. Há quem, assentado, se afunde no celular para não enxergar quem necessita do lugar.

Mas, para muitos octogenários, é irrevogável essa regrinha aprendida na infância: não furar fila. Também não exigem o cumprimento dessa lei, que pode... criar problemas. Os caixas atenderão primeiro o octogenário, ou ele terá que lutar pelos direitos? A lei não surgiu para criar problema, porém, exigir seu cumprimento pode, infelizmente, gerar essa consequência.

Apesar da correria do dia a dia, já tive prazer de ver, na fila preferencial, da qual usufruo, idosos cederem vez a quem tinha alguma urgência. Coisinha de nada. Porém, foi tudo muito lindo de se ver. Quem cede a vez, na verdade, fica satisfeito por poder oferecer essa pequena ajuda ao outro.

Se há algo que encanta é o quanto os idosos se divertem, inclusive nas filas. Não digo que esta seja a melhor idade, porque idade tem seu peso. Entretanto, enquanto muita gente está preocupada, idosos seguem numa animada prosa, repleta de brincadeiras... E, se são conhecidos e não se veem há tempos, a conversa pode durar horas depois de eles saírem da fila.

Não adianta existir uma lei se ela não for conhecida por quem de direito. E o tempo dirá se esta será mais uma lei que não conseguirá emplacar. Mas nós, octogenários, esperamos que ela tenha respaldo de toda a sociedade. Quem tiver sorte de viver muito poderá um dia querer que a lei tenha emplacado. Então, que todos contribuam desde já para isso.




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