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Renato Muniz Barretto de Carvalho - 18/06/2017

Onde vamos parar?

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Senhores e senhoras, eis uma das mais fascinantes perguntas já feitas pela humanidade: onde vamos parar? Mesmo repetindo à exaustão e implorando por uma resposta que sirva aos seus interesses, muitas empresas, órgãos públicos, colunistas, diretores de escolas, deputados, padres, chefes de seção, pais de família e outros assemelhados não conseguiram, ainda, responder a esta tão angustiante pergunta. Independente da hora, da época, do sexo e da classe social, ela persiste, de forma instigante, incomodante e desafiadora.

Preocupado com o desespero que isso traz aos lares brasileiros, vou tentar dar minha humilde contribuição. Desde já, sinto-me no dever de esclarecer, para evitar decepções, que a resposta não é simples, envolve uma boa dose de conhecimento complexo e, apesar da gravidade do assunto, ao final desta breve explanação eu talvez não tenha conseguido responder, conforme o momento político exige. Peço antecipadas desculpas caso gere expectativas não correspondidas. Não sou um sabe-tudo, apenas um escriba aprendiz e um estudioso de oráculos fantasiosos e outras formas antigas de adivinhação.

O fato é que não é de hoje que a pergunta perambula por aqui, por ali e alhures. Provavelmente, esteve na origem da nossa história, quando os cabralinos estavam perdidos no Atlântico, ou quando os índios viram aqueles portugueses desorientados desembarcarem na praia: onde esses caras-pálidas vão parar? Ah, se eles soubessem! A perguntinha esteve na boca da aristocracia rural quando o país resolveu colocar um ponto final na escravidão e, também, nas bocas e cacholas da honorável nobreza local durante o episódio que encerrou a monarquia e deportou o imperador Dom Pedro II. Tanto o infeliz monarca como o mais incauto transeunte devem ter se indagado: onde vamos parar? Dom Pedro soube logo mais, mas, dizem, até hoje alguns procuram a resposta. O Deodoro não quis saber e lascou uma esporada no cavalo! Só parou por conta de um golpe, pois é... E parou porque levou uma ferrada do Floriano, o Marechal de Ferro.

Eu soube, anos depois, que senhores empertigados, useiros e vezeiros da tradicional indagação, fizeram a mesma pergunta quando as mulheres resolveram reivindicar o direito de voto. Descendentes de antigos coronéis da Guarda Nacional se perguntaram, indignados e surpresos, mas as senhoras tomaram o bonde de assalto e foram às urnas, sem parar em nenhuma estação de lá pra cá.

A tal pergunta tornou-se quase um mantra na década de 1960, quando meninos e meninas resolveram usar as mesmas roupas, os mesmos cabelos compridos e se rebelaram contra a dita – opa! – moral e os bons costumes.

Como estava difícil descobrir a resposta, resolvi pedir ajuda a um motorista de ônibus. Ele disse que sabia onde ele ia parar, quanto a mim, só eu poderia saber a resposta. Como eu não quero saber de ponto final, resolvi descer logo; ponto final só o desta crônica, neste instante em que ela chega ao fim.




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