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Maria de Lourdes Leal Santos - 11/06/2017

Madre Georgina, a carioca uberabense!

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Madre Georgina sempre se colocou como porta-voz das seis irmãs dominicanas pioneiras que aqui chegaram e apostaram em nossa terra, trazendo o esplendor e a audácia apostólica de São Domingos. Educadora, mestra, com diferentes funções na Província das Irmãs Dominicanas de Monteil, na direção do Colégio Nossa Senhora das Dores ou na FISTA, sempre desempenhou com austeridade, competência, sabedoria e testemunho dominicano. Quando lhe perguntaram sobre a FISTA, ela respondeu: “A FISTA ofereceu a seus alunos um embasamento firme. Não é efêmera a vida de árvores fortes. Se tiveram vitalidade para florir, permanecerão pela multiplicação de sementes. E sementes sadias dão frutos sadios”. Com este olhar poético, Irmã Georgina realçava em sua linguagem a beleza e o sentido da vida, contidos nos pequenos fatos do cotidiano. Ela irradiava em seu ser uma herança especial: era filha de São Domingos. Segundo Ir. Patrícia Castanheira, sua amiga e irmã de congregação: “Assim também a vejo: inquieta e preocupada com o crescimento do Reino de Deus. Dialogante e participativa. Além dos trabalhos institucionais que já realizou a serviço da Igreja e da Província, ela ainda fazia um acompanhamento espontâneo, fraterno e amigo a famílias carentes e humildes.” Madre Georgina, a carioca uberabense, assim chamada por Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, seu amigo e companheiro de inúmeras lutas em prol da cultura e da educação uberabense. Professor Décio Bragança, em um artigo “Encontros”, de 1993, no Jornal da Manhã, a define: “Observando o rosto de Ir. Georgina, tem-se a certeza de que o amor existe... convivendo com Irmã Georgina, como tantos e muitos professores conviveram, tem-se a certeza de que a solidariedade é possível... vendo os passos de Irmã Georgina nos caminhos abertos que levam os homens aos homens, tem-se a certeza de que a felicidade não é só uma utopia irrealizável... seguindo os rastros profundos deixados nos corações de seus alunos, tem-se a certeza de que Deus verdadeiramente é nosso pai e de que somos fantástica e magnificamente irmãos.” Terezinha Hueb de Menezes escreve, em 1994, um artigo profético: “Irmã Georgina, para sempre”: “[...] Leio-lhe o nome e penso na Terra. Mas Terra/Mãe: Geo. Geo de planeta. Geo de totalidade. De global. Geo de possibilidades sempre, de renovação, de capacidade constante, de gerar, de criar, de fazer despertar novos frutos, e novas sementes, novas vidas. Vidas interiores que se alastrariam pelos rincões brasileiros, fazendo vicejar a palavra dominicana, em conjunto com outras palavras e outras dominicanas, na missão espinhosa de educar [...].” Dedê Prais, quando secretária de Educação, em abril de 1999, faz um reconhecimento às Irmãs Dominicanas, rebatizando a escola “Sonho Feliz” em Escola Municipal Madre Maria Georgina. Em seu discurso na solenidade, Dedê afirma: “Ela foi uma educadora de gestos pedagógicos, poéticos e fraternos, conciliando competência, energia, paixão pelo conhecimento, sensibilidade pelas causas sociais, com sua vibrante alma de artista revelada na sua literatura e na sua poesia.” Nos corações dos ex-alunos, amigos e irmãs brotam as sementes lançadas por Irmã Georgina: a carioca uberabense.                                    

(*) Doutoranda em Educação – USP




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