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Dom Paulo Mendes Peixoto - 10/06/2017

Unidade na Trindade

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Estamos completando o ciclo da Páscoa, celebrando a Festa da Santíssima Trindade, sintetizada na proclamação do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Terminando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, olhamos para o Brasil, uma grande Nação, privilegiada pelas riquezas que tem, mas fragilizada pelo egoísmo e pelo individualismo de seu povo. Rico de diversidade, mas pobre na prática do bem comum.

No Antigo Testamento, o Povo de Deus, no auge do caminho pelo deserto, marcado por muito sofrimento, perdeu sua fidelidade a Javé. Acabou construindo para si um “bezerro de ouro”, caindo na idolatria, por falta de um guia que o pudesse orientar. A autenticidade de Moisés, com autoridade divina, conseguiu dar rumo certo para os transeuntes, na direção da Terra Prometida.

A História da Salvação vai sendo iluminada pela luz dos princípios cristãos, mesmo que não seja percebido por todas as pessoas, por falta de fé. O maior princípio é a unidade, a capacidade de convivência, de fraternidade e ajuda mútua. A vida de comunidade é um reflexo da Santíssima Trindade, da capacidade de unir forças totalmente diversas, mas com objetivos convergentes.

O Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, apresentado no Antigo Testamento, é o mesmo do Novo Testamento. Ele é um só, é o Deus de amor, que se revela no relacionamento, servindo de modelo para nossa convivência. Ele é também o Deus da graça e da verdade, que não é conivente com a injustiça e a violência, com aquilo que machuca as pessoas por atos de arbitrariedades.

Viver na intimidade de Deus significa assumir o desafio da convivência, do compromisso de vida sempre nova, porque se renova nos momentos de dificuldade. Existe dentro de cada pessoa uma força construtora que, quando canalizada para o bem, realiza obras maravilhosas. Pode acontecer também o contrário, o mal, com isso, prejudicando todos os que estão no seu mundo de influência.

Falta na sociedade atual e na nova cultura uma melhor prática de acolhida, de fraternidade, de exercício do bem comum, de justiça e de honestidade. Essas atitudes negativas marcam profundamente a vida do povo. Elas deixam muitas feridas de sofrimento e de morte. Não é este o querer da Santíssima Trindade, de Deus, que quer a vida e a dignidade para suas criaturas. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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