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Dom Paulo Mendes Peixoto - 27/05/2017

Comunicao social

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Na Festa da Ascensão do Senhor, a Igreja procura valorizar a comunicação social no sentido de elevar os relacionamentos entre as pessoas. A volta de Jesus Cristo ao Pai dá dimensão de eternidade para a convivência comunitária. A presença do Espírito Santo, nas pessoas de fé, eleva o nível de responsabilidade nas tratativas com seus pares, com os diferentes e com o mundo das coisas criadas.

A presença de Jesus Cristo no mundo fez realizar a comunicação da Palavra de Deus. “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus” (Jo 1,1). Essa Palavra continua sendo transmitida por vários meios, porque a missão de Cristo não terminou com sua volta ao Pai. Ele disse aos apóstolos: “Ide fazer discípulos pelo mundo todo” (Mt 20,19).

Toda comunicação provoca relacionamento social, cria relação entre a sociedade e a pessoa que comunica, ou com os meios de comunicação, como, com o rádio, o jornal, o cinema, a revista, a televisão, a propaganda, a Internet etc. A comunicação social engloba os processos de informar, persuadir e entreter as pessoas. Não é diferente a comunicação da Palavra de Deus, porque cria relações.

Valorizamos a mídia, sua riqueza, proatividade, capacidade de criar proximidade, mas também muito tendenciosa e atrelada ao poder econômico, e conivente com as correntes mais privilegiadas da classe política. Constatamos também pouco espírito cristão, com muito sensacionalismo, consumismo, que parece até chegar a itinerários maliciosos em favor da opressão e da injustiça.

A Igreja fala de uma comunicação social comprometida com o bem comum, com a formação de comunidade e preocupada com a dignidade das pessoas. Comunicação que mostra mais o lado positivo da vida e evita dar publicidade para as coisas negativas. Sabemos que “a publicidade das coisas é a alma do negócio”. Quanto mais publicamos violência, mais violência provocamos.

Uma autêntica e sadia comunicação social consegue, sem muito esforço, promover a dignidade e a liberdade das pessoas. Basta anunciar e promover a cultura da paz e a luta pela justiça, defendendo a causa dos oprimidos e marginalizados. Pode-se dizer que, de uma mídia livre, plural e independente, espera-se um serviço fundamentado na verdade, porque é a verdade que liberta. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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