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Dom Paulo Mendes Peixoto - 29/04/2017

O vai e vem

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Passado o sepultamento de Jesus, dois de seus discípulos saíram de Jerusalém indo em direção a Emaús. Pelo caminho foram surpreendidos com a presença de um transeunte. Jesus caminha com eles e os incita a refletir sobre o que havia acontecido, mas não se deram conta de que o companheiro era o próprio Cristo, que só foi reconhecido em Emaús, no momento da partilha, no jantar.

A parábola dos discípulos de Emaús retrata a insatisfação dos dois, que caminham onze quilômetros. Quando reconheceram a presença de Jesus, ressuscitado, voltaram para Jerusalém com novas forças para anunciar aos outros discípulos a alegria pelo que tinha acontecido. Esses fatos, vivenciados e contados pelos apóstolos, abrem caminho para uma nova dimensão no plano da Salvação.

Olhando para o nosso país, sentimos que faltam lideranças realmente comprometidas com o bem do povo para recuperar a autoestima dos brasileiros. Os problemas têm sido tão graves que vêm desestimulando até o sentido pleno da vida. Parece ser reflexo de uma cultura que não consegue mais reconhecer a presença de Deus como Aquele que é capaz de construir na verdade e na justiça.

Não é um “vai e vem”, mas um vai sem volta, porque as coisas estão indo de mal a pior. Chegamos ao fundo do poço com a dimensão da gravidade na gestão pública. Parece que toda obra pública é feita com faturamento fraudulento, enriquecendo aqueles que deveriam estar defendendo o erário público. Só vamos ter volta quando o país passar por um processo de conversão, de sacrifício.

A ressurreição de Jesus Cristo provocou nos apóstolos uma coragem de ação transformadora. No caso do Brasil, com uma política econômica excludente, que sacrifica sua população mais pobre, somente a força do povo será capaz de mudar o status quo. Se se continua ainda acreditando nos políticos que temos, o futuro poderá ser drástico para as novas gerações.

O primeiro de maio, Dia do Operário São José, é espaço de reflexão para todos os trabalhadores. Muito mais num momento de mais de doze milhões de desempregados no país. Refletir sobre a reforma trabalhista em andamento no Congresso Nacional, feita sem a participação dos principais interessados, que são os trabalhadores. Que seja um dia de aquecer os corações sobre a questão trabalhista. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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